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Fóssil é o mais antigo mamífero com placenta

Folhapress
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Pequim - Onças, tamanduás, baleias, peixes-bois e seres humanos acabam de ganhar uma raiz na sua árvore genealógica, um animal que é o mais primitivo de todos os mamíferos cujos fetos são nutridos por uma placenta.

O novo fóssil é o Juramaia sinensis, descoberto na China. Como "mãe" de todos os mamíferos placentários, ele está na origem da grande maioria dos parentes modernos do homem, com exceção de marsupiais (como cangurus) e monotremados (bichos como o ornitorrinco).

"Jura" vem de Jurássico, "maia" significa mãe e "sinensis" é "chinês" em latim. O achado foi publicado na edição desta semana da revista "Nature".

Duas análises morfológicas independentes determinaram que se trata do fóssil mais antigo de mamífero placentário já encontrado. A datação determinou que ele viveu há 160 milhões de anos, no terço final do período Jurássico - uns 100 milhões de anos antes da grande extinção dos dinossauros.

A idade é 35 milhões de anos mais antiga do que o Eomaia, anterior recordista (em velhice) desse grupo. A diferença é mais de dez vezes maior do que toda a existência do nosso gênero, o Homo.

Como esse novo fóssil é sem dúvida um placentário, segundo sua dentição típica, a descoberta joga a separação entre nós com placenta e os marsupiais para antes dos 160 milhões de anos. "Essa descoberta é importante por diminuir o hiato temporal que existia entre a datação geológica do fóssil e a genética para essa separação entre marsupiais e placentários", diz Lilian Paglarelli Bergqvist, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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