O cônsul de Portugal em Bauru Arlindo Marques Figueiredo, 80 anos, foi sepultado na tarde de ontem no Cemitério do Jardim do Ypê, em Bauru. Arlindo faleceu anteontem no hospital da Unimed vítima de um infarto, às 23h, um dia antes de ter alta médica, conforme antecipou o JC na edição de ontem. Ele estava hospitalizado desde o último dia 14 (Dia dos Pais), quando foi internado para tratamento decorrente de complicações cardíacas.
Muitos amigos e familiares participaram do velório no Centro Velatório Terra Branca durante a manhã e tarde de ontem. Caráter, honestidade e competência na gestão foram os atributos usados pelos amigos para definir Arlindo. O empresário Moacir Pita, 58 anos, genro de Arlindo, destaca que ele manteve intensa atuação em prol de entidades assistenciais, além de ampla atividade como homem público.
Figueiredo presidiu o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru no governo Edson Bastos Gasparinini e Tuga Angerami. Informações do DAE, por meio da assessoria de imprensa, apontam Figueiredo como o segundo presidente que mais tempo dirigiu a autarquia, em uma gestão de quatro anos e sete meses - de 01/02/1983 a 20/09/1987.
Álvaro Lamônica presidiu o DAE por mais tempo, permanecendo no cargo durante seis anos e dois meses, sendo o primeiro presidente a partir da criação da empresa, em 24/12/1962 até 06/03/1969. Enquanto esteve à frente do DAE, Arlindo coordenou a construção de 11 reservatórios e a perfuração de quatro poços profundos.
O ex-prefeito de Bauru Osvaldo Sbeghen, 77 anos, comenta que Arlindo era uma pessoa muito dedicada, atuava em áreas carentes e manteve intenso envolvimento com a administração pública. "Bauru está sentindo falta desse tipo de pessoa", avalia Sbeghen.
O ex-prefeito Nilson Costa comenta que Arlindo, mesmo sendo de outro partido, aceitou o convite para integrar seu governo - de 2001 a 2004. Costa cita que, inicialmente, ele assumiu a Secretaria de Obras e, posteriormente, a Secretaria das Administrações Regionais (Sear). Costa define a conduta de Arlindo como ilibada, competente e confiável. "Tanto que trabalhou em mais de uma gestão", argumenta.
O amigo Nilton D?Avila Pinheiro Brisola, 76 anos, ressalta que Arlindo foi uma das poucas pessoas contrárias à venda do Bauru Atlético Clube (BAC), agremiação em que foi presidente e pela qual mantinha extrema devoção.
Durante o velório, sobre o caixão foi colocada a bandeira de Portugal, de onde Arlindo veio ainda criança com os pais e irmãos. Ele era advogado e tocou a Construtora Técnica Figueiredo junto com seu pai e seu irmão Faustino. Moacir Pita acrescenta que, posteriormente, a firma passou a ser denominada Figueiredo Engenharia, sob administração de Arlindo e o filho Joaquim Figueiredo.
Arlindo Marques Figueiredo deixa a esposa Rut Jorge Figueiredo, os filhos Abigail, Célia, Rosa, Cecília e Joaquim, oito netos e dois bisnetos.