São Paulo - O apagão de mão de obra especializada chegou aos sites de compra. Profissionais em marketing on-line, análise de redes sociais e produtos comerciais estão sendo disputados em verdadeiros leilões pelo setor.
Dados divulgados ontem pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) apontam que 79% dos contratados pelas empresas no primeiro semestre não tinham as habilidades necessárias para o cargo.
Segundo os dados, 22% das empresas não sabiam onde encontrar currículos específicos para a área de e-commerce e 20% tinham dificuldade em contratar por oferecer salário mais baixo do que o solicitado pelo profissional.
Atualmente, segundo a federação, os salários chegam a R$ 5 mil no setor. "O mercado tem seus especialistas, mas, como a demanda está maior do que a oferta, acontece essa disputa por profissionais no mercado", disse Pedro Guasti, presidente do conselho de tecnologia e e-commerce da Fecomercio.