Corinthians e Palmeiras levam a campo hoje, às 16h, em Presidente Prudente, seus momentos políticos e o temperamento de seus técnicos.
Em paz fora das quatro linhas, o alvinegro joga para conquistar o título simbólico de campeão do primeiro turno do Brasileiro. Tem 37 pontos e, se empatar, não pode ser alcançado por ninguém.
O Palmeiras começou a rodada em sexto lugar, com 29 pontos. E em meio a uma guerra política que parece interminável, e que frequentemente respinga no técnico Luiz Felipe Scolari.
Embora sempre tenham frequentado a parte de cima da classificação do Nacional, nenhum dos dois times chega em situação confortável para o clássico do interior.
O Corinthians entra pressionado pela derrota para o Figueirense no sábado passado, que o impediu de abrir folga maior na ponta.
Já o Palmeiras tentará aliviar a dor da eliminação que sofreu na última quinta, quando caiu frente ao Vasco na Copa Sul-Americana. E precisa da vitória para aplacar a eterna disputa de poder nos bastidores -é notório o descontentamento de Scolari com Roberto Frizzo, o homem forte do futebol.
No Corinthians, Andres Sanchez desfruta de situação incomum na história recente do Corinthians: é um presidente sem oposição forte.
A próxima eleição no Parque São Jorge ainda não tem nem data marcada, pode ser em fevereiro de 2012 ou em novembro deste ano. Mas já há uma certeza no clube: o candidato indicado por Andres será o vencedor.
Mario Gobbi, ex-diretor de futebol, é por enquanto o pré-candidato oficial, mas tem a concorrência de André Luiz Oliveira, diretor administrativo e amigo de Andres.
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, enfrenta situação oposta. Ouve críticas e é frequentemente questionado pelos próprios aliados.
A situação política dos dois clubes se reflete no comportamento de seus treinadores, que por sua vez contamina a forma de jogar dos times.
Tite já disse que trocaria os alto salários que recebe por mais estabilidade. Do outro lado, Luiz Felipe Scolari já falou em sair do Palmeiras mais de uma vez. Brigou com diretores, conselheiros e jogadores. Não estará no banco hoje, pois foi suspenso por bater boca com árbitro.
Treinadores lamentam clássico fora da capital
O clássico de hoje será realizado em Presidente Prudente (558 km de São Paulo), apesar da oposição dos dois treinadores. Luiz Felipe Scolari e Tite, ex-amigos, hoje desafetos, discordam sobre quase tudo, mas concordam nisso: queriam o clássico na capital paulista.
"A cidade fica mais bonita, é um espetáculo que eu preferia que fosse na cidade dos dois times", disse o treinador corintiano.
Scolari preferia que o jogo fosse no Morumbi. E reclamou da falta de jogos na arena do São Paulo. Mas, vencido, aprovou a ideia. "O Pacaembu é a casa do Corinthians. Prudente foi uma boa alternativa."
O Palmeiras terá time quase completo no jogo de hoje.
A única ausência será o lateral direito Cicinho, suspenso. Seu substituto mais provável é o volante Chico, improvisado. Márcio Araújo também é opção para a ala.
O Corinthians vai disputar o clássico com seus mais badalados reforços provavelmente no banco de reservas. Por opção tática de Tite, Alex e Emerson não devem ser titulares hoje à tarde. O técnico afirmou que Danilo e Alex ainda não podem jogar juntos, e sua opção deve ser pelo jogador que está há mais tempo no clube.