A lei estadual nº. 13.550, de 2/6/2009, dis-põe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado. Mesmo sendo uma lei recente e um pouco tímida quando comparada com as leis de preservação dos Bio-mas Mata Atlântica e Floresta Amazônica, já é um grande avanço no quesito da preservação deste Bioma que possui uma diversidade e riqueza de espécies vegetais fitoterápicas que servem de alimento para diversas espécies animais, incluindo a nossa e que mantém, em sua formação, um equilíbrio ecológico, independentemnte de ser Cerradão ou Campo Limpo. Além de proporcionar uma maior qualidade do ar e dos Aquíferos e amenizar o impacto das chuvas, e-vitando a erosão e assoreamento.
A ignorância de se pensar estes remanescentes do Bioma como sendo áreas livres para a construção de indústrias e condomínios é o que faz de nós seres superiores. Não somos superiores a nenhum outro ser vivo, somos todos dependentes uns dos outros.
E dependemos de nossas florestas, matas e campos para sobrevivermos e termos boa qualidade de vida. Não precisamos de mais poluição atmosférica. Segundo o Ciesp, Bauru já possui 550 indústrias, Bauru é um pólo de poluição, precisamos distribuir e não concentrar.
Não são apenas as indústrias que geram emprego, precisamos desconstruir a ideia de que o progresso está atado com a destruição.
Nós fomos presenteados por estarmos em um município que possui Mata Atlântica e Cerrado e Bauru é admirado pelos seus remanescentes. Não vamos dar passos para trás. A ideia é aumentar as áreas verdes de Bauru, inclusive a arborização urbana, e não diminuir e acharmos que uma compensação ou multa da área desmatada resolve o problema.
Tamara Quinteiro - professora da Escola Estadual Parque Santa Edwirges