Demorou para Bauru sair nas manchetes de jornais A violÊncia em baladas jovens. Não foi a primeira e não será a última vez que veremos isso aqui. A maioria dos estudantes frequentam mais as baladas do que a escola. 80% são open bar, ou seja, bebem até cair e depois vão embora dirigindo seus carros e dando dor de cabeça. Brigas sempre acontecem, até porque, movidos a drogas ou álcool, ou até mesmo por pura intolerância, fazem o que querem e seus pais muitas vezes só vem a saber o que seus filhos fazem ou deixam de fazer quando já é tarde, o pior já aconteceu. É só olhar nas redes sociais que você acha fotos e vídeos dos "estudantes" bêbados fazendo poses e caras, achando isso a coisa mais natural do mundo, foi-se a época em que bonito era tirar foto da entrega dos diplomas.
Hoje em dia temos as chamadas Atléticas dessa e daquela escola, que fazem festas regadas a bebidas com a proposta de arrecadar dinheiro para as formaturas, sendo que as mesmas são pagas pelos estudantes logo no começo das aulas. Vemos festas eletrônicas, hoje proibidas em outras cidades, bem debaixo dos olhos de autoridades que deveriam coibir as mesmas e, o pior, anunciadas nos meios de comunicação a toda hora, mesmo sabendo do consumo de drogas e álcool exagerado.
Bauru já virou cidade sem limites, sem limites pra tudo, aqui tudo pode, raves, rodeio, open bar, só não pode ter festas para menores de 18 anos, dai é barrado, e os menores entram nas festas de adultos com documentos falsos e a culpa é do segurança ou dos organizadores (nunca é dos pais). Até onde vamos com isso? Cabe aos pais vigiar mais seus filhos, cabe às faculdades e escolas dar mais aulas de comportamento ao invés de falar só sobre sexo seguro, e cabe às autoridades vigiar melhor e parar de fazer vista grossa ao que acontece na nossa cidade. Os jovens têm que se divertir, sim, até porque é bom para a alma, mas a sua liberdade acaba aonde começa a minha, respeito é bom e eu gosto. Já deu pra comprovar que a tal liberdade dos jovens não tá dando certo. Vemos menores fazendo arrastões na Capital e os pais não podem ser responsabilizados, a Justiça não pode fazer nada, são menores, então, quem faz? Deus? Tá puxado, hein!!!
Pais, prestem mais atenção nos seus filhos, seja careta, vigie, cobre, mande, isso nunca fez mau a ninguém. Melhor saber do seu filho hoje do que chorar amanhã. Vejo pais buscarem seus filhos em casas noturnas e os mesmos saírem carregados de lá de tão bêbados, e nada, voltam na próxima. Desde que o pai leve e busque, tudo bem, só não pode dirigir. Lembrem-se, pais, o futuro do meu filho depende de como você cria o seu, pode ser que por causa de seu filho o meu não tenha futuro, pense nisso com carinho, pare de olhar só pra barriga de vocês, o mundo agradece.
Maria Aparecida Lima Pinheiro de Camargo