Abuja - O atentado suicida contra a sede das Nações Unidas em Abuja anteontem deixou 19 mortos, segundo um novo balanço divulgado pelos serviços de emergência nigerianos ontem.
"Confirmamos 19 mortes", declarou Yushau Shuaib, porta-voz da Agência Nacional de Emergências da Nigéria (Nema). O balanço divulgado na sexta-feira registrava 18 vítimas.
As equipes da Nema visitaram ontem os hospitais da capital nigeriana para verificar o número exato de vítimas e Shuaib afirmou que o balanço pode ser mais grave. Um terrorista com um carro-bomba conseguiu superar as barreiras de segurança do prédio na sexta-feira e avançou com o veículo contra a entrada do edifício.
Um homem que se apresentou como porta-voz da seita islâmica Boko Haram, um grupo violento responsável por vários ataques, em particular no norte da Nigéria, reivindicou o atentado.
A polícia nigeriana permanece em estado de alerta e investiga o ataque, um dos mais violentos contra uma representação da ONU na última década.
Altos funcionários das Nações Unidas deveveriam viajar de Nova York à capital nigeriana ainda ontem para acompanhar os trabalhos.
O presidente do país, Goodluck Jonathan, visitou neste sábado a área do prédio da ONU, em meio a um importante dispositivo de segurança. "Uma coisa é certa, um ataque terrorista contra qualquer indivíduo ou grupo é um ataque terrorista contra o resto do mundo, não se trata apenas do prédio da ONU", declarou Jonathan.
Vinte funcionários retornaram neste sábado ao local com a esperança de poder recuperar alguns objetos pessoais. Em Abuja, onde foram instalados vários postos de controle, a polícia patrulhava a cidade, ao mesmo tempo que a segurança ao redor dos edifícios considerados sensíveis era reforçada, como prédios oficiais, embaixadas e hotéis, informou o porta-voz adjunto da Polícia Federal, Yemi Ajayi.
Ao comentar a investigação, Ajayi afirmou que a polícia não prioriza a reivindicação do Boko Haram.
"A investigação prossegue, não desejamos nos concentrar em apenas uma pista", afirmou Ajayi, que confirmou que a polícia está em alerta em todo o território.
A Nema afirmou que todas as pessoas que estavam no prédio da ONU no momento do ataque foram retiradas, mas fontes do governo temem outras vítimas nos escombros do edifício.