Para muita gente, o bioma não passa de um mato feioso, repleto de arvores tortuosas e en-tremeadas por muitas touceiras de capim, além de uns arbustos estranhos. No imaginário destas pessoas, ali deveria existir indústrias, condomínios e culturas, elas não imaginam a força da lei que o protege, e a importância da sus-tentabilidade.
Formado a milhares de anos geológicos, no período terceário, passou por mudanças climáticas, períodos glaciais e interglaciais, e suas espécies evoluíram e se adaptaram, originando as característica atuais e sua extensão chegou até nosso município. Habitat de vida animal e vegetal, solo sagrado de populações nativas, sua riqueza é incalculável, patrimônio ecológico, portanto, necessária sua conservação, preservando para as gerações futuras. No entanto, ações antrópicas, agentes que modificam o ambiente, põem em risco a biota local, o pouco que nos resta é cobiçado pelo desenvolvimento e pelos que o representa. Um novo paradigma de desenvolvimento, apto a inserir o ser humano no centro do processo de desenvolvimento, considerar o crescimento um meio, e não um fim, proteger as oportunidades de vidas das gerações atuais e futuras e, por conseguinte, respeitar a integridade dos sistemas naturais que permitem a existência de vida no planeta. Uma nova ordem ambiental, olhar na ótica da fauna e flora, se elas nos precederam na evolução, nossa postura é de reverência, deixando- as viver. Somos parte da criação, responsável pela obra do Divino Criador. Nossa dependência do bioma é tanto maior quanto mais se avança para o futuro, conservar, preservar é urgente, muito mais no presente do que no passado, ante às constantes ameaça de extinção.
Antonio Cícero de Oliveira