Brasília - O governo decidiu ontem reduzir de 25% para 20% o teor de álcool anidro misturado à gasolina vendida nos postos do País.
Segundo o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), a medida passa a valer a partir do dia 1 de outubro, por tempo não determinado, enquanto for considerada necessária pelo governo para evitar escassez.
"Temos que garantir o abastecimento para esse ano e para o próximo. Sabemos que a safra do próximo ano não será muito melhor que a atual", afirmou o ministro, após reunião com a presidente Dilma Rousseff e com os ministros da Fazenda, da Agricultura e da Casa Civil.
Lobão afirmou ainda que a Fazenda deve anunciar nos próximos dias medidas de financiamento e desoneração para o setor de etanol.
A redução, que tenta garantir a oferta de etanol no País, ocorre após a ampliação da importação do produto dos EUA.
No mesmo sentido, em abril, o governo já havia decidido alterar o intervalo percentual de álcool anidro que permitido adicionar à gasolina. Por meio de medida provisória, foi estabelecido o piso de 18% e o máximo de 25% de adição, regra que alterou o intervalo de 20% a 25% em vigor até então.
Entenda
Com o aumento do preço do álcool combustível (hidratado), o consumidor que tem carro flex migrou para a gasolina. A maior demanda pelo derivado de petróleo exigiu volume maior de anidro, cujo preço disparou. O governo prevê que o menor percentual de anidro reduza seu preço e, por consequência, o da gasolina.