Regional

Polícia Civil apura confusão envolvendo policiais e populares


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Agudos ? A Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) instaurou inquérito para apurar ocorrência de desacato a policiais militares que foram atender uma briga familiar na noite do último sábado. O comando da PM na cidade alega que os policiais foram agredidos por populares. Já uma pessoa, que não quis se identificar por temer represálias, afirma que eles agiram com truculência e agrediram diversas pessoas que tentavam conversar com eles.

Segundo o denunciante, a ocorrência teve início por volta das 20h20, em um bar na avenida prefeito Dr. Manoel Lopes, no jardim Europa, quando uma viatura da PM foi acionada por populares para conter um homem que perturbava a ex-mulher por discordar do valor da pensão estipulada pela Justiça.

Ele revela que dois policiais militares chegaram ao local visivelmente alterados e passaram a agredir o suposto acusado, que estava no interior de um bar. Ao tentar evitar a agressão, uma moça teria levado um tapa no rosto. Outras pessoas tentaram intervir e também teriam sido agredidas, inclusive o irmão dessa moça, que teria recebido diversos socos, e um adolescente de 15 anos.

O denunciante conta que, em determinado momento, um dos policiais sacou uma arma de fogo, engatilhou, e encostou ela no peito de uma das pessoas e no rosto de outra. Duas senhoras que também chegaram ao local, que seriam mães das vítimas, também teriam sido agredidas com empurrões. De acordo com ele, uma das vítimas teria perdido dois dentes em razão das agressões.

Ainda de acordo com a versão do denunciante, uma viatura da Força Tática da PM foi acionada para tentar conter os ânimos dos dois policiais, que ficaram ainda mais exaltados. "Foi um grande desespero para nossas famílias. Confiamos muito no trabalho da Polícia Militar, mas PMs assim como esses dois têm que ser punidos", desabafou. "Deixo aqui meu pedido de socorro e agradeço ao trabalho dos bons policiais militares".

O comandante da PM em Agudos, tenente Aquiles, diz que os policiais, ao atenderem a ocorrência, foram desacatados e agredidos a tapas por um homem aparentemente embriagado, que seria irmão do acusado de perturbar a ex-mulher. Ao darem voz de prisão ao agressor, os policiais teriam sido atacados por três mulheres, que tentaram evitar que ele fosse conduzido à delegacia. "Foi quando houve esse início de confusão", afirma.

Ainda segundo o comandante, após serem detidos, o suposto agressor dos PMs e o acusado de importunar a ex-mulher passaram por exame de corpo de delito no Pronto-Socorro (PS) local, onde não foram constatadas lesões. Em seguida, eles foram apresentados na delegacia. O tenente ressalta ainda que duas testemunhas que estavam no local confirmam a versão dos policiais. Ele pede para que eventuais denúncias de abusos cometidos por policiais sejam comunicadas a ele para investigação.

O delegado César Ricardo do Nascimento informou que instaurou inquérito policial para apurar a ocorrência. Segundo ele, um casal esteve na delegacia para comunicar que a mulher, além de dois filhos e uma filha, teriam sido agredidos pelos policiais militares. O delegado diz que todos os envolvidos serão ouvidos e que, posteriormente, o inquérito policial será remetido ao Fórum.

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