Aceituno Jr. |
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Em situações distintas, duas jovens mulheres morreram em Bauru nesta terça-feira. Em um dos casos, Renata Cristina Dias da Silva Miguel, de 29 anos, faleceu enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB) (leia mais ao lado). No mesmo dia foi registrado o óbito da jovem Lisa Marrie Zanqueta da Silva, de apenas 21 anos. O corpo dela foi encontrado por volta das 15h por sua tia, Pierina Zanqueta, de 72 anos.
Caçula dos três filhos da aposentada Sônia Maria Zanqueta, Lisa Marrie estava apenas com a filha de 2 anos em sua residência, na rua José Fernando do Amaral, no Parque Julio Nóbrega. Pelas características apontadas pela tia e pela própria família, a menina teria presenciado uma possível crise de broncopneumonia que teria levado Lisa ao óbito.
Sem saber o que se passava, a criança apenas chorava ao lado do corpo da mãe. A cena descrita pela tia e que foi transmitida pela irmã mais velha da vítima, Patrícia Kelly Zanqueta da Silva, 31 anos, revela o drama vivido pela família. “Minha tia chegou em casa, abriu a porta do quarto e já avistou ela deitada na cama com a filha de 2 anos chorando ao lado”.
Ainda segundo a irmã da vítima, a filha de Lisa Marrie estava vestida com apenas parte da roupa, já que a mãe havia acabado de lhe dar banho. “No momento em que viu a cena, com minha irmã deitada e com a menina chorando do lado, minha tia entrou em pânico. Na sequência minha mãe já chegou e elas acionaram a Polícia Militar (PM)”.
Tristeza
A PM atendeu ao chamado e de imediato solicitou a presença do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mais uma vez, as cenas relatadas pela irmã da vítima retratam os momentos de angústia. “O Samu chegou, mas pouco pôde ser feito. Sei que eles (médicos) já foram tirando as luvas, o que queria dizer que não havia mais o que fazer”, lamenta Patrícia.
A perícia esteve no local, mas de acordo com a análise preliminar do laudo necroscópico, a morte foi considerada como sendo de causas naturais, já que a jovem apresentava histórico de tratamento de um quadro grave de broncopneumonia e fazia uso de medicamentos regularmente.
Segundo relato da irmã, a vítima não apresentava nenhum sinal de mal estar até o início da tarde de terça-feira. “Tivemos contato com ela até por volta das 13 horas e ela estava normal, sem nenhum problema aparente”.
Lisa Marrie vivia desde os 17 anos com o amásio José Alexandre da Silva, que trabalha o dia inteiro e não presenciou os fatos. Segundo a irmã da vítima, a família ainda avalia o que fazer com a criança. “O mais provável é que a menina fique com minha mãe e minha tia, que moram juntas no mesmo bairro. A família do pai da criança não tem condições de cuidar dela e a Lisa era muito apegada à tia e à mãe”, diz.
Conforme informado para a família da vítima, o resultado dos exames que comprovarão a causa da morte deve ser divulgado ainda hoje. O corpo de Lisa foi enterrado na tarde de ontem, no cemitério Jardim dos Lírios.
Morte de mulher de 29 é investigada
Ainda na terça-feira, Renata Cristina Dias da Silva Miguel, 29 anos, morreu enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB). De acordo com a ocorrência policial, a vítima se sentiu mal no dia 28, aparentemente com sinais de parada cardíaca. Foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), deu entrada no Pronto Socorro-Central e foi transferida para o HB no dia 29. A jovem morreu na manhã de terça-feira.
O médico que atendeu a ocorrência, ainda segundo o registro policial, se negou a assinar o documento de registro do óbito, já que não identificou a causa da morte. O boletim de ocorrência revela ainda a possibilidade apontada pelo médico de intoxicação exógena, que ocorre quando a pessoa ingere ou é forçada a ingerir substância tóxica, que esteja no ambiente ou isolada.
A delegada Luciana Claro Rodrigues, que acompanha o caso, pediu exame necroscópico que poderia indicar a causa da morte. Porém, o resultado foi inconclusivo. Também a pedido da delegada, a Polícia Científica esteve no local, mas a perícia também não apresentou nenhum dado que pudesse esclarecer a morte da jovem.
Agora a delegada aguarda o resultado do exame toxicológico para confirmar se Renata foi vítima de algum tipo de intoxicação.
Através de sua assessoria de imprensa, o Hospital de Base informou que o procedimento do médico que atendeu Renata foi adequado. O HB confirmou que o estado de saúde da paciente se agravou muito rapidamente e que a princípio foi investigada a possibilidade de embolia pulmonar, mas uma tomografia descartou a hipótese.
“O que o médico atesta tem fé pública e ele não pode atestar uma coisa que não sabe o que ocorreu, então ele agiu de forma correta”, informou a assessoria. O prazo de internação da paciente, entre os dias 28 e 30 de agosto, data de seu óbito, também foi considerado razoável para o atendimento, uma vez que seu estado grave impediu que outros procedimentos fossem adotados.
