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Polícia Civil intima testemunhas de homicídio na Vila Industrial

Por Vitor Oshiro | Com Redação
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A Polícia Civil espera começar a ouvir hoje as testemunhas do 22.º homicídio registrado em Bauru. Entretanto, apesar de o delegado responsável pelo caso, Dinair José da Silva, ter intimado os moradores da casa onde o crime ocorreu, a reportagem esteve no local ontem e, segundo os vizinhos, ninguém aparece no imóvel desde que Marcelo de Castro, 35 anos, foi assassinado com seis facadas na noite de domingo. Até o papel de intimação estava jogado no chão em frente à casa.

Segundo o boletim de ocorrência (BO) registrado no Plantão Policial, a vítima e o autor do crime, Guilherme Wendell Guinter, 18 anos, moram na mesma rua, denominada Professor Antônio Guedes de Azevedo. De acordo com o acusado, Castro estava discutindo com sua esposa e filhas em frente de casa. Para tentar apaziguar os ânimos, ele tentou interferir na briga, já que eram conhecidos.

Ainda de acordo com o BO, a vítima teria passado a agredir Guinter, que para se defender, apanhou uma faca de cozinha e desferiu os vários golpes. O acusado chegou a fugir do local, porém, entregou-se à polícia mais tarde.

Segundo o titular do 1.º Distrito Policial (DP), Dinair da Silva, os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Científica ainda não chegaram. Entretanto, de acordo com informações extraoficiais obtidas pelo JC, todas as facadas atingiram a região do coração da vítima, o que complicaria a alegação proferida por Guilherme Guinter de que agiu em legítima defesa.

"Apesar de as investigações ainda estarem no começo, dois fatos estão a favor do agressor: ele ter confessado e se entregado. Entretanto, iremos apurar se ele realmente agiu em legítima defesa. Dependendo do que descobrirmos, o caso pode evoluir até para homicídio qualificado", conclui Dinair da Silva.

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