Política

Rodrigo põe Seplan, Obras e Semma juntas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O erro no projeto básico de transposição do córrego Barreirinho e a dificuldade no andamento e desfecho de projetos para obras no município fez o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) perder a paciência com a Secretaria municipal de Planejamento (Seplan). Ontem, ele informou que já conversou com o titular da pasta, Rodrigo Said, para que as ações de planejamento, obras e meio ambiente sejam realizadas juntas, fisicamente, e em conjunto para a análise e liberação de processos.

A primeira mudança é física. "A Seplan vai se transferir para o Centro Administrativo da Nuno de Assis, onde já está as secretarias de Obras e Meio Ambiente, para ficar junto com elas. Isso já era uma ideia minha que agora decidi implementar. Com isso e para adequar o espaço físico, a Administração deixa a Nuno de Assis e vai para o Palácio das Cerejeiras para atuar ao lado da Finanças e Administração, que também precisam estar próximas", anuncia.

O prefeito disse que discutiu o assunto com Said. No encontro, também esteve presente o titular de Obras, Eliseu Areco Neto. "Esta mudança é física, mas não é só isso. Como a Obras já tem o Departamento de Apoio Operacional na Nuno, onde está toda a frota deles, é mais prático a Seplan descer. Há resistência do pessoal em descer, mas é o melhor para a administração. Falta muita integração, o pessoal não se conversa e isso tem de acabar. Tem de dividir erro e acerto no andamento e fiscalização dos processos e projetos, cada um com sua responsabilidade", acrescenta.

O titular da Seplan, Rodrigo Said, comentou que também convocou as chefias da área e discutiu os desacertos. Segundo ele, um plano de metas, ações e controle de produtividade está sendo estabelecido. Na semana passada, por força da rescisão forçada do contrato para construção da passagem do Jardim Flórida com o Bauru 2000, o prefeito não poupou críticas às áreas técnicas da Seplan.

Internamente, servidores mostram descontentamento com a crítica e ainda não assimilaram as mudanças. O sentimento é de que o erro que gerou a rescisão do contrato para a obra da barragem foi provocado por pressa do próprio prefeito. Ou seja, se houve falha na não atualização dos dados de topografia para dimensionar as obras no aterro, para envio do projeto a Brasília (DF), esta teria sido ocasionada por imposição de prazo sem qualquer condição de realização do procedimento. A saída, desastrosa, foi utilizar aerofoto antiga, com dados fora da realidade para a intervenção no aterro. A diferença de serviços sobre o contrato firmado com recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) foi tamanha que superou os limites de aditivos destinados a cobrir erros na origem dos contratos. Foi preciso rescindir o contrato e agora correr para tentar evitar a perda dos recursos federais.

Mas o caso da obra do córrego Barreirinho foi apenas o mote das modificações internas. Há críticas do governo municipal quanto ao isolamento de áreas da Seplan, falta de interação e de comprometimento em ação com outras secretarias e da formação de grupos que controlam procedimentos internos, da aprovação de projetos à fiscalização. As medidas, além de físicas, visariam quebrar essas relações e os vícios internos.

"De outro lado, nós temos processos da Administração que correm longe, lá na Nuno, e cujas ações precisam ser agilizadas com alguém do lado. Por isso, o pessoal da Finanças terá facilidade em se comunicar e atuar junto com os setores de licitação e de andamento de processos de compras da Administração, assim como o Jurídico, que também acaba distante da área que dá andamento aos editais", completa Rodrigo.

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