Tribuna do Leitor

ARROGÂNCIA E O DESRESPEITO COM O CONSUMIDOR


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No último mês de maio, no intuito de adquirir passagem para Lisboa-Portugal, me dirigi à loja CVC, nas dependências do supermercado Tauste, em Bauru, apresentando o cartão de crédito Visa para o respectivo pagamento. Como cliente há anos da empresa de turismo e num ato de absoluta confiança, forneci todas as informações pessoais solicitadas bem como as numerações exigidas do cartão para o pagamento, evoluindo-se a concretização da compra.

No mês seguinte, quando recebi a fatura discriminada do aludido cartão de crédito, inusitadamente vislumbrei a cobrança duplicada do valor avençado relativo à aquisição. Ou seja, me cobraram duas vezes o valor devido. Atônito, mantive incontáveis contatos com a loja CVC Tauste a fim de ver revertido imediatamente a quantia cobrada indevidamente, até porque estava às vésperas da viagem e obviamente não poderia deixar o país sem o disponível limite do cartão, além de todas outras razões.

Apesar das promessas de reversão imediata do erro, nada ocorreu. Os funcionários do atendimento argumentavam contraditoriamente acerca da resolução, com muito pouca ou nenhuma preocupação com a delicada e injustificável situação.

Irrelevante saber quem foi diretamente o responsável pelo erro da cadeia de fornecedores do serviço aéreo adquirido. A contratação foi efetivada diretamente com a CVC Tauste. Ressalte-se que em nenhum momento o proprietário da citada loja apresentou-se à resolução do problema nem ao menos para uma justificativa, o que é de se lamentar. Somente neste mês de agosto houve o estorno do valor indevidamente lançado, de forma matreira, sem o pagamento dos altos juros cobrados pela bandeira Visa em decorrência do atraso.

Inúmeros foram os prejuízos experimentados, os quais serão objeto de ação judicial, evi-dentemente. De qualquer modo, minha real pretensão com esta carta é que a sociedade bauruense e regional continuem atenta, fazendo valer os seus direitos como consumidores e ci-dadãos, delatando descasos e violações aos seus direitos pela imprensa e acreditando no Poder Judiciário, porque só assim é que faremos um país melhor.


M. Caram Júnior -< i>advogado

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