A Polícia Civil identificou, ontem, um homem acusado de realizar ao menos dois furtos de veículos nas duas últimas semanas na região de Bauru. Reginaldo Vieira da Cunha, 39 anos, também conhecido como "Reginaldo Gordo", foi detido em sua residência, no Jardim Tangarás, na manhã de ontem. Mas, por não ter sido preso em flagrante, responderá a processo em liberdade.
Além dele, D.C.A. (apenas as iniciais do nome foram fornecidas), 24 anos, conhecido como "Balão", também foi detido e liberado. Ele é suspeito de ser comparsa de Cunha, mas sua participação em uma suposta quadrilha especializada em furtos de veículos ainda é investigada.
Em depoimento prestado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Cunha reconheceu ser o autor do furto de uma motocicleta Honda CBX 250 Twister, registrado no dia 24 de agosto no Parque Bauru, e de um automóvel Gol, no último dia 30, em Pederneiras. Durante este último crime, sua ação foi registrada por câmeras de monitoramento, o que permitiu sua identificação pela polícia. Ele, entretanto, é suspeito de ter participado de outros furtos semelhantes na região.
Conforme revela o delegado Kleber Granja, a hipótese considerada é de que o acusado vinha agindo como "puxador" de veículos dentro de uma quadrilha especializada em furtos. "Ele tinha a função de executar o furto. Ele entrava no veículo e dava partida usando somente uma chave mixa. Depois, levava o veículo para os receptadores, que são desmanches clandestinos ou compradores de fora da cidade ?encomendam? previamente estes veículos", detalha.
Egresso do sistema prisional, Cunha já possuía passagens por tráfico de drogas e furto de veículos com o uso de chaves falsas. Em sua casa, a polícia apreendeu o capacete que teria sido utilizado no furto filmado em Pederneiras, além de uma chave mixa. Na residência do suposto comparsa, foram encontrados um equipamento de solda elétrica, cerca de R$ 800,00 em dinheiro e também chaves falsas.
A motocicleta e o Gol foram recuperados e devolvidos ainda ontem aos seus respectivos proprietários. Dentro dos próximos 30 dias, conforme o andamento do inquérito, a DIG poderá solicitar a prisão preventiva de Cunha e D.C.A, caso seja constatada a formação de quadrilha.
A polícia investiga ainda o papel desempenhado por uma terceira pessoa no esquema criminoso, bem como a participação de outras pessoas que colaborariam para dar destinação aos veículos furtados. Além da unidade especializada, atuaram na operação que localizou os dois suspeitos a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e a Delegacia de Polícia de Pederneiras.