Trípoli - Em uma nova mensagem de áudio transmitida na TV, o ditador líbio, Muammar Gaddafi, voltou a atacar os rebeldes e pedir que seus partidários resistam, além de declarar Sirte - sua cidade natal e último foco de resistência do regime - a nova Capital do país.
Gaddafi, que está foragido, disse que existem divergências entre os rebeldes e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em áudio transmitido na televisão por satélite Arrai, com sede na Síria. "Mesmo que não ouçam minha voz, continuem com a resistência", declarou Gaddafi. "Existem divergências entre a Aliança da Agressão (Otan) e seus agentes (os rebeldes)", enfatizou.
"Vamos lutar em todas as ruas, em todas as vilas, em todas as cidades", disse. "Isso vai acabar um dia. E vamos sair vitoriosos. Eles não têm força para continuar lutando."
"Será uma longa batalha. Lutaremos de local em local, cidade em cidade, vale em vale, montanha em montanha. Se a Líbia pegar fogo, quem irá governá-la?", questionou o ditador.
Gaddafi ainda fez uma ameaça aos rebeldes. "Vocês não conseguirão extrair petróleo, pelo bem de nosso povo. Não permitiremos que isso aconteça. Estejam prontos para uma guerra contras gangues."
Gaddafi acrescentou que as forças "colonialistas" estão muito fracas e têm medo de deixar que ele e seus apoiadores tenham voz.
Brasil cauteloso
O Itamaraty defendeu ontem que o futuro da Líbia após a queda do regime de Gadaffi "deve ser definido pelos próprios líbios". Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que caberá ao comitê de Credenciais da Organização das Nações Unidas (ONU) definir quem assumirá a representação do país nas Nações Unidas.
Mais cedo, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, defendeu que o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político dos rebeldes, assuma o assento do país no órgão.