Paris - Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram injetar glóbulos vermelhos criados a partir de células-tronco em uma pessoa, afirma estudo publicado na revista "Blood."
Os pesquisadores usaram as células-tronco de um doador humano, criaram glóbulos vermelho e os injetaram de volta na mesma pessoa.
Depois de cinco dias, quase 100% das células estavam vivas. Em 26 dias, entre 41% e 63% continuavam em circulação, durabilidade comparável à dos glóbulos vermelhos naturais.
O resultado confirma que , no futuro, será possível usar esse método para fazer transfusões sem a necessidade de um doador.
"Esse é o primeiro estudo que prova que essas células conseguem sobreviver no corpo humano", disse em nota Luc Douay, líder da pesquisa e professor de hematologia na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris.
Segundo Douay, há uma necessidade grande de derivados sanguíneos para transfusão sem risco de infecções por novos vírus, que podem ocorrer com a transfusão tradicional de sangue.
A Organização Mundial da Saúde anunciou recentemente que, em mais de 70 países, menos de 1% da população doa sangue.
A produção de glóbulos vermelhos em larga escala ainda exige avanços tecnológicos, mas, destaca Douay, isso tornará possível um estoques ilimitado de sangue.