Geral

Intervenção para as ?pequenas correções?

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 5 min

Em Bauru, salienta o cirurgião João Gabriele, os pacientes se encaixam no perfil dos que buscam amenizar alguns sinais deixados pelo tempo.

Retiradas de bolsas de pele e gordura que se formam logo abaixo do queixo, aplicações de toxina botulínica, o popular "botox", que ameniza linhas de expressão, como os chamados "bigodes chineses", ao lado da boca, engrossam a lista de procedimentos líderes na procura entre os pacientes da cidade.

Contudo, observa o médico, Bauru segue a tendência nacional, que tem na inclusão de próteses mamárias e lipoaspirações o carro chefe em intervenções estéticas. Para Gabriele, essa busca pela aparência jovial não deve ser condenada. Pelo contrário. O visual, conceitua o especialista, deve ser condizente às próprias condições modernas, quando se vive mais e melhor. "Hoje se vive cada vez mais. O corpo biológico está cada vez mais ativo, independentemente se a pessoa tem 60, 70 ou 80 anos", argumenta. "No entanto, a aparência continua envelhecendo, algo que não é coerente com a vitalidade observada hoje em dia", conceitua o cirurgião.

Apesar das cirurgias modernas não exigirem mais as longas quarentenas de antigamente, o cuidado na escolha do profissional e métodos pré e pós-cirúrgicos deve ser minuciosa, reforça João Gabriele. "É fundamental que o paciente conheça o ambiente hospitalar onde permanecerá, verifique se há uma retaguarda, desde o anestesista até toda a equipe médica", detalha. "Trata-se de um ato médico e que deve ser respeitado como tal", decreta o médico, que vê com bons olhos os pacientes receosos perante os "apressadinhos". "Quem chega dessa forma em meu consultório não vai se sujeitar a operar com qualquer profissional. Vai investigar", aprova. "Esse perfil de paciente procura sempre o melhor", considera o cirurgião, ex-aluno do renomado Ivo Pitanguy.

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Correção de barriga também é coisa de homem


Operações para corrigir marcas do tempo, que atingem o corpo "de cabo a rabo", estão disponíveis em diversas clínicas da cidade. Contudo, apenas 12 profissionais do ramo estético e outros dois médicos são devidamente homologados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SCBP). Conforme a entidade, os valores mínimos para se realizar uma cirurgia de pálpebras, ou blefaroplastia, por exemplo, são de R$ 2 mil. Obviamente, ressalva o médico Sebastião Guerra, presidente da SBCP, os valores são relativos, dependendo da região do País, avaliação do cirurgião e particularidades de cada caso.

Os valores, acentua, ainda variam conforme o aparato hospitalar a ser contratado para o procedimento. Contudo, as cirurgias estão mais acessíveis a um publico maior e hoje não são mais privilégio das classes mais altas. Plástica não é mais "coisa de artista famoso".

Quem aproveitou o embalo e concretizou o sonho de ter uma barriga enxuta, nem que fosse na base do bisturi, foi o radialista Jéferson Martins. Aos 30 anos, ele resolveu investir R$ 9 mil para retirar excesso de pele e gordura na região abdominal, além de uma "mini" lipoaspiração. "Abdiquei de muita coisa para juntar o dinheiro, mas valeu a pena", comemora, já planejando os próximos passos, ou cortes. "Tenho vontade de tirar o excesso embaixo do queijo", vislumbra.

Jéferson engrossa as estatísticas a favor dos homens que deixam preconceitos de lado e buscam a melhor aparência, nem que seja através de cirurgias.

Contudo, conforme recente levantamento do instituto Datafolha, sob encomenda da principal entidade reguladora entre os cirurgiões esteticistas no Brasil, as mulheres ainda predominam nos centros cirúrgicos, com 88% das intervenções.

Mais de 70% dos pacientes em procedimentos estéticos, conforme o mesmo estudo, curiosamente, não está na faixa mais idosa da população. A maioria das intervenções ocorrem em pessoas na faixa etária entre 19 e 35 anos, com 38% das operações.

Quanto custa

Operações para corrigir marcas do tempo, que atingem o corpo "de cabo a rabo", estão disponíveis em diversas clínicas da cidade. Contudo, apenas 12 profissionais do ramo estético e outros dois médicos são devidamente homologados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SCBP). Conforme a entidade, os valores mínimos para se realizar uma cirurgia de pálpebras, ou blefaroplastia, por exemplo, são de R$ 2 mil. Obviamente, ressalva o médico Sebastião Guerra, presidente da SBCP, os valores são relativos, dependendo da região do País, avaliação do cirurgião e particularidades de cada caso.

Os valores, acentua, ainda variam conforme o aparato hospitalar a ser contratado para o procedimento. Contudo, as cirurgias estão mais acessíveis a um publico maior e hoje não são mais privilégio das classes mais altas. Plástica não é mais "coisa de artista famoso".

Quem aproveitou o embalo e concretizou o sonho de ter uma barriga enxuta, nem que fosse na base do bisturi, foi o radialista Jéferson Martins. Aos 30 anos, ele resolveu investir R$ 9 mil para retirar excesso de pele e gordura na região abdominal, além de uma "mini" lipoaspiração. "Abdiquei de muita coisa para juntar o dinheiro, mas valeu a pena", comemora, já planejando os próximos passos, ou cortes. "Tenho vontade de tirar o excesso embaixo do queijo", vislumbra.

Jéferson engrossa as estatísticas a favor dos homens que deixam preconceitos de lado e buscam a melhor aparência, nem que seja através de cirurgias.

Contudo, conforme recente levantamento do instituto Datafolha, sob encomenda da principal entidade reguladora entre os cirurgiões esteticistas no Brasil, as mulheres ainda predominam nos centros cirúrgicos, com 88% das intervenções.

Mais de 70% dos pacientes em procedimentos estéticos, conforme o mesmo estudo, curiosamente, não está na faixa mais idosa da população. A maioria das intervenções ocorrem em pessoas na faixa etária entre 19 e 35 anos, com 38% das operações.

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