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PT aprova texto que ataca a mídia


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Brasília - O PT aprovou ontem o texto básico da resolução política de seu 4º Congresso. O texto faz críticas à mídia e defende que o partido lance candidato próprio à prefeitura das principais capitais em 2012.

O documento foi aprovado com 98% dos votos, e ainda poderá receber emendas. O texto final será votado hoje.

Na versão aprovada, o partido afirma: "O PT priorizará o lançamento de candidaturas próprias nas principais cidades do país, nas cidades em que governa e onde representa a melhor chance de vitória no campo progressista".

O texto também prevê a possibilidade de apoiar candidatos de partidos aliados no plano nacional. "Como partido que busca alianças para suas vitórias, o PT poderá também apoiar candidaturas de outros partidos governistas."

Segundo dirigentes petistas, a política de alianças é o ponto de maior divergência e pode ser alterado até domingo.

No trecho sobre a imprensa, a resolução afirma que "o jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes chega a práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar".

"A inexistência de uma Lei de Imprensa, a não regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos direitos humanos presente na mídia, o domínio midiático por certos grupos econômicos tolhem a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões, enfim criam um clima de imposição de uma única versão para o Brasil", conclui o documento.

Ministros defendem

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou onrtem que regulamentar a atuação da mídia é bom para a liberdade de imprensa. Carvalho afirmou que não se pode confundir democratização da comunicação com autoritarismo. Ele participa do Congresso do PT, em Brasília, onde o assunto é um dos temas em debate.

"Eu estranho que toda discussão de democratização seja tomada como autoritarismo. Todo país tem regulamentação. É bom para o Brasil, é bom para os veículos, é bom para a liberdade de imprensa", disse o ministro.

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) também falou rapidamente sobre o tema. Ela também defendeu a regulamentação. "Porque todos os setores têm marco regulatório e a comunicação no Brasil não, quando a maior parte dos países tem? Qual é o limite? Quais os direitos na área de comunicação? É isso que tem que ficar estabelecido e decidido pelo poder que define isso, que é o Congresso Nacional". Ideli afirmou ainda que a liberdade de imprensa tem de ser mantida "a qualquer preço" e que não há contradição entre esta premissa e a regulamentação.

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