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Empresa usa arte para melhorar o ambiente de trabalho


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Enquanto cresce o índice de inadimplência no consumo e a tensão com a economia mundial, cresce o índice de felicidade dos funcionários da empresa Serasa Experian, responsável por análise de crédito e previsões econômicas.

Mas não é um prazer em ver o circo pegar fogo. E sim um importante trabalho da área de recursos humanos que, há dez anos, promove a integração dos empregados com ajuda da música e do teatro. A empresa mantém uma escola de artes dentro de suas dependências, em São Paulo, reunindo mais de 200 alunos, entre funcionários e seus parentes.

"Temos até pedras cantantes", diz Elizia Silva, coordenadora de desenvolvimento humano da companhia, referindo-se às caixas de som existentes na entrada do prédio, "fantasiadas" de pedra. "Você entra na empresa com música."

Não é à toa que a companhia foi escolhida como a melhor empresa para se trabalhar no Brasil em 2006 e, em 2007, a melhor para a mulher trabalhar. "Ter esse ambiente aqui dentro ajuda muito, porque abre a mente para a gestão do conhecimento. Trabalhamos muito com o desenvolvimento humano. E a música ajuda as pessoas a serem inovadoras e a trabalharem melhor."

Segundo a coordenadora, o primeiro curso a ser criado foi o de canto, em 2001, com a formação de um coral. Atualmente, além do coral, ainda é possível aprender dentro da empresa teclado, violão, violino, cavaquinho, sax, flauta, clarineta e percussão. Isso significa que, além de beneficiar os funcionários, também cria um importante mercado de trabalho para a classe artística, empregando atualmente oito professores e um maestro.

E os benefícios são claros. Elizia explica que, ao dar vazão à emoção e o ensino da técnica musical e teatral, o funcionário melhora a sua postura na empresa. "É como um banho de cachoeira, que leva as energias ruins embora. Eu acho que a música tem esse poder", afirma Nancy Galvão, jornalista que trabalha na área de comunicação e que começou a cantar profissionalmente aos 15 anos.

Atualmente, ela faz parte do grupo Travadores Urbanos e também canta no coral da companhia para conseguir reduzir o estresse do trabalho. "Eu acho que a música tem esse poder. Você pode chegar de um ambiente estressado e só estar em outro ambiente, sentindo a energia das pessoas cantando, fazendo as coisas que dão prazer. A gente se contamina com aquilo na hora."


Consumo consciente


Questionada pela reportagem se o ensino da música pode ajudar a reduzir a ânsia do consumismo, numa semente do consumo consciente, ela disse acreditar que o fazer musical dá "um novo sentido à vida".

"O consumismo, a meu ver, está relacionado a uma necessidade de preencher um certo ?vazio existencial?. Nesse sentido, a satisfação e a sensação de plenitude que o ?fazer musical? proporciona podem contribuir para que a pessoa não precise buscar obter sensações prazerosas por meio do consumismo", acredita.

"Quando uma pessoa inclui a música em seu dia a dia, ela se ?alimenta? disso e passa a valorizar aspectos ?não-materiais? da vida como esse. Provavelmente, ela alterará seus hábitos, suas opções de lazer e de diversão", avalia Nancy.

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