Cultura

Arte do grafite renova escola

Mariana Cerigatto
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Os alunos da Escola Estadual João Maringoni, do Núcleo Beija Flor, assumiram uma tarefa que literalmente atravessou os limites da sala de aula. Eles estão empenhados, nesta semana, em renovar a fachada do muro externo da entidade. Muito mais do que uma simples pintura, o objetivo do trabalho é resgatar o ambiente harmonioso e comunitário através da arte e do grafite.

Com auxílio de artistas chilenos, que ministraram oficinas na escola, os estudantes pretendem transformar a fachada com desenhos e dar adeus às pichações e sujeira, que remetem a um ambiente de depredação.

O grafite entrou em cena na Escola João Maringoni através dos chilenos Francisco Maltez, grafiteiro e professor de artes, e Tânia Zavala, designer e fotógrafa. A vinda da dupla deu início a um projeto interdisciplinar na escola, envolvendo professores de disciplinas como arte, história e língua portuguesa.

Além da apresentação da técnica do grafite, os alunos assistiram a exposições teóricas sobre os movimentos artísticos relacionados a esta arte urbana, em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade.

"A ideia é que possamos apresentar o grafite como arte que vai modificar o ambiente, melhorar um espaço, uma comunidade. A arte se apresenta como uma alternativa para sair da situação de pobreza e o grafite possibilita trabalhar na forma de mural coletivo, no qual os alunos atuam como protagonistas", enfatizou Maltez, que, além de realizar trabalhos como grafiteiro em espaços públicos, percorre escolas, bairros periféricos e ONGs disseminando a arte do grafite.

"A pintura sobre o muro vai ajudar a melhorar a reputação da escola e mostrar que aqui tem estudante interessado em ajudar a comunidade", ressaltaram as estudantes Talita Henrique e Grabiele Marion, ambas do 8º ano da Escola João Maringoni.

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