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Moradora vira ?guarda de trânsito?

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

Os 462 alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Etelvino Rodrigues Madureira, no Jardim Pagani, em Bauru, estão enfrentando um problema durante a entrada e saída das aulas: o trânsito. As vias em torno da escola, como a rua Coronel Antônio de Ávila Rebouças, se transformaram em uma espécie de "avenida" e registram tráfego intenso de veículos, principalmente no início da manhã, no horário do almoço e ao final da tarde, períodos em que as crianças chegam e saem da instituição.

Na falta de um fiscal de trânsito ou até mesmo um semáforo, a moradora Roseli Dias, de 48 anos, que também é avó de uma aluna de 10 anos que cursa o 5º ano, chega a ter que atuar como "guarda de trânsito" para possibilitar a travessia na via. "Tem dias que eu preciso ficar de braços abertos no meio da rua, solicitando a parada de veículos. Se não fizer isso, fica difícil de atravessar", diz.

Apesar das faixas de pedestres e placas de sinalização pela rua, os motoristas transitam em alta velocidade, segundo moradores e responsáveis pelos alunos. Sem policiamento ou semáforos, as crianças ficam mais vulneráveis a atropelamentos e acidentes. Além disso, o acesso à escola fica prejudicado.

Assim, atravessar as ruas no entorno da Emef se torna um exercício de paciência. Mesmo em companhia dos pais, a travessia é perigosa. "Está cada vez mais difícil passar para o outro lado da rua. Por aqui precisamos de um policiamento urgente", alegou Rosângela do Carmo Pereira, 52 anos, avó de uma aluna.

O desrespeito de motoristas torna a tarefa de travessia das vias ainda mais difícil. "Os carros não respeitam a faixa de pedestre defronte a escola, passam em alta velocidade. É um absurdo e essa situação pode resultar em acidente", alerta Roseli.


Reivindicações

A direção da Emef Etelvino Rodrigues Madureira informou, por meio da assessoria de imprensa da prefeitura, que desde 2007 vem solicitando policiamento escolar principalmente nos horários de entrada e saída de alunos por conta do grande fluxo de veículos.

Segundo o tenente André Saito Arashiro, da Base Comunitária de Segurança Leste, a Polícia Militar (PM) dispõe de ronda escolar que percorre todas as escolas de acordo com a demanda de ocorrências.

"Quando achar necessário, a direção pode acionar 190 ou entrar em contato com a base policial mais próxima. O que acontece é que a ronda escolar tem uma alta demanda e tentamos contemplar todas as escolas na medida do possível. Mas não há como fixar o policiamento em determinado estabelecimento de ensino."

Já a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não há efetivo suficiente para direcionar um agente de trânsito para a Emef Etelvino. Por outro lado, o setor de educação da Emdurb propôs fazer uma ação de conscientização junto aos pais e motoristas nas imediações da escola.

Quanto à implantação de semáforo no local, a Emdurb realizará estudo técnico de contagem de veículos para ver se é necessária ou não a instalação do equipamento, de acordo com as determinações do Código de Trânsito Brasileiro.

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