Turismo

Israel

Leandro Quintanilha
| Tempo de leitura: 3 min

Um só dia não é suficiente para explorar tudo o que oferece o Museu de Israel (imjnet.org.il), um dos maiores do mundo em arqueologia bíblica. Aberto em 1965, em Jerusalém, abriga artefatos provenientes não apenas da região, mas também da África, América e Oceania. E muita arte. Entre relíquias e obras, são cerca de 500 mil peças.

Comece pela área mais importante: o Santuário do Livro. Ali estão reunidos os célebres Pergaminhos do Mar Morto, coleção com centenas de textos e fragmentos encontrados em cavernas entre os anos 1940 e 1950. Eles teriam sido compilados por uma seita de judeus apocalípticos, os essenes, que viveram na região no século 2º a.C. Acredita-se que os manuscritos sejam a versão mais antiga do texto bíblico, cerca de mil anos mais velha que a Bíblia Hebraica usada hoje pelos judeus.

Mas não faltam atrações que nada têm a ver com religiosidade. Para começar, a extraordinária maquete de Jerusalém que reconstitui a topografia e arquitetura da Cidade Santa no período do Segundo Templo, antes de ser gravemente danificada no ano 66 d.C.

Também a céu aberto, o Jardim de Arte Billy Rose propicia uma contemplação de suas obras de paisagismo e escultura com a calma de um passeio pelo parque. Ali, há peças de diferentes épocas e culturas, de artistas como Rodin e Picasso.

Há ainda um salão dedicado apenas à arte moderna, com telas de Monet, Renoir, Cézanne, Gauguin e Van Gogh, entre outros pintores consagrados. Também há espaços reservados às artes europeia, asiática, contemporânea e, como não poderia faltar, israelense.

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Orgulho israelense,
Mar Morto tem efeitos terapêuticos


O Mar Morto é hostil. A água, morninha, é tão salgada que, se entra no olho, bem, serão ao menos dez minutos de agonia. E a areia submersa esconde uma crosta de sal que pode ter protuberâncias cortantes. Por isso, banho de mar, só de chinelos.

Trata-se, contudo, de uma experiência fundamental em uma visita a Israel. O Mar Morto é o principal ponto turístico não religioso do país. E vem encolhendo perceptivelmente: estima-se que já tenha perdido um terço de sua superfície nos últimos 50 anos. Há várias razões para a redução do volume das águas: mineração, irrigação, agricultura...

Ele não vai desaparecer de um dia para o outro (e há especialistas que garantem que isso nunca vá acontecer), mas você pode visitá-lo com a desculpa de se garantir. Afinal, o Mar Morto encolhe um metro por ano.

O nome mórbido se deve ao fato de que não há vida nas águas (o que também é contestado por alguns especialistas). De todo o modo, os peixes arrastados pelas correntes do Rio Jordão morrem imediatamente ao entrar em contato com o mar, dez vezes mais salgado que o habitual.

Essa também é a razão pela qual todos flutuam, sem esforço, ao entrar na água. A brincadeira não pode durar mais do que 15 minutos - corre-se o risco de desidratação. Depois do mergulho, é preciso tirar todo o sal nos chuveiros de água doce espalhados pela orla.

Ainda assim, a composição das águas (ricas em minerais como sódio, magnésio, cálcio e potássio) é considerada benéfica à pele. Por esse motivo, não faltam spas nas imediações.

Na verdade, os propalados efeitos terapêuticos do Mar Morto são um grande negócio em Israel. A marca Dead Sea vende diversos tipos de cosméticos, incluindo lama retirada da região. É possível comprar os produtos nos spas, shoppings e até nas lojas dos aeroportos.

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Curiosidades


Orgulho israelense, o Mar Morto, compartilhado com a Jordânia e a Autoridade Palestina, tem cerca de 80 quilômetros de extensão e é o ponto mais baixo da superfície terrestre, 423 metros abaixo do nível do mar.

Além de ponto turístico, a região é também polo agrícola. Isso se deve, em parte, à produção de potássio realizada ali, importante componente para adubo. Só de tamareiras, uma das mais antigas culturas da região, são 250 hectares.

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