Aceituno Jr. |
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Fogo consome parte de fábrica de recicláveis |
Mais um depósito de recicláveis em Bauru foi praticamente destruído pelas chamas na tarde de ontem. O incêndio de grandes proporções no Jardim TV teria começado horas antes em um matagal próximo e atingido o material, composto em sua maioria por plásticos. Ninguém se feriu. Até o fechamento desta edição, os bombeiros ainda combatiam o incêndio, que já havia queimado entre 300 e 400 metros quadrados. É a segunda vez em dois meses que as chamas atingem o local.
Segundo moradores, o incêndio, que não deixou feridos, começou em um matagal nas proximidades por volta das 14h. A reportagem passou pela área às 15h e constatou realmente que havia fogo em mata. Entretanto, as chamas atingiram o depósito, localizado na quadra 8 da Alameda das Acácias, aproximadamente às 17h. Como havia muito plástico, a fumaça preta podia ser vista a quilômetros de distância.
A Polícia Militar (PM) e a Polícia Rodoviária foram acionadas. Além da preocupação com as chamas, havia o perigo de que a fumaça fosse para a rodovia Marechal Rondon, atrapalhando a visibilidades dos motoristas. Felizmente, o vento a “jogou” para direção contrária.
Já para conter o incêndio foi preciso, fora as viaturas do Corpo de Bombeiros, caminhões-pipa do Departamento de Água e Esgoto (DAE), da Prefeitura Municipal e das empresas Ajax e Água Fácil. “Esta já é a segunda vez que o depósito é atingido. Há cerca de dois meses, perdemos R$ 6 mil em outro incêndio aqui”, conta o proprietário da empresa, José Carlos Marques, 47 anos, que ainda não tem estimativa dos prejuízos.
Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Saulo dos Santos Vitale, o fogo realmente começou no mato. A origem, entretanto, ainda é desconhecida. “Pode ter sido uma bituca de cigarro ou mesmo o aquecimento com o sol. Existe uma lei que impõe um recuo de materiais recicláveis em depósitos abertos em relação ao mato. Essa lei, porém, ainda não é cumprida”, explica o tenente.
No último dia 28, um incêndio ainda maior atingiu três empresas no Distrito Industrial 2. Uma delas, também de reciclagem, foi completamente destruída.
Veja esta notícia na íntegra na edição desta sexta-feira (09) do JC.