A campanha da seleção brasileira de basquete no Pré-Olímpico das Américas chega ao fim neste final de semana. Não sei se conseguiremos a classificação para as Olimpíadas de Londres 2012, mas já é possível afirmar que o basquete masculino renasceu nesses poucos dias de disputa. Apesar da falta, um mínimo, de sentimento pátrio que alguns jogadores que disputam o campeonato norte-americano demonstraram não atendendo a chamada para a difícil empreitada, parece que podemos chegar lá.
Acompanhei as transmissões dos jogos pela televisão, SportTV, e não consegui me calar - razão desta missiva - diante da falta de reconhecimento dos profissionais (narrador, comentarista e repórter de quadra) que cobrem o evento, com o trabalho do técnico do Brasil, o argentino Rubén Magnano. Eles conseguiram não citar o nome de Magnano na vitória histórica que o Brasil obteve frente ao quinteto argentino, campeões olímpicos de 2004. Até poderiam se o treinador não fosse o responsável direto pelo desempenho eficiente da nossa seleção. Foi Magnano que fez a Argentina em 2004 campeã olímpica e em 2008 medalha de bronze, uma seleção impecável na defesa e rápida e ferina no ataque tal qual procura fazer com o Brasil agora. É mais que visível a mão do técnico no progresso da equipe brasileira. Por que então não reconhecer seu mérito? Por que é argentino? Ora, a César o que é de César, já diziam há dois mil anos as Sagradas Escrituras...
Tidei de Lima