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Italianos ?reinventam? a roda dos expostos

Folhapress
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Roma - Um berço aquecido, com vídeo e alarme para avisar da chegada do bebê. É com alta tecnologia que a "roda dos expostos" foi reinventada há alguns anos na Itália. O país já conta com pelo menos três delas em Roma e Milão, todas em hospitais filantrópicos.

O projeto é financiado por empresários e tem o apoio do Senado. Só em Milão são abandonados em média 45 bebês por ano. A maioria (60%) é composta por filhos de imigrantes.

Segundo Matilde Guarnieri, que coordena o projeto "Mãe Secreta", os outros 40% são de italianas que não desejam filhos. "Milão é uma cidade dura, e para muitas mulheres um filho é só complicação. Elas preferem deixá-los a vê-los passar por necessidades", disse.

Matilde explica que a ideia de recriar a roda ocorreu porque muitas mulheres davam à luz sozinhas e depois deixavam seus bebês nas ruas. "A roda é a última opção para ser usada por aquelas que são forçadas a dar à luz sozinhas. Mas estimulamos que elas venham até nós durante a gestação para serem cuidadas", afirma Matilde.

De posse da criança, o tribunal de menores espera 20 dias para que a mãe se arrependa e reclame pelo filho. Se não o fizer, o bebê é encaminhado para adoção.

No Brasil, a roda funcionou até o fim da década de 1940 - principalmente no Rio e em São Paulo.

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