Tribuna do Leitor

BARREIRINHO: OBRA QUE NÃO SAI


| Tempo de leitura: 2 min


Era o ano 2000, uma forte chuva destruía a ligação viária entre o Núcleo Beija-Flor e o Mary Dota, na avenida Rosa Malandrino Mondeli. Não existia a ponte do Mary Dota ao Distrito Industrial. O caos estava instalado no trânsito da região. As associações de moradores mobilizaram-se e acionaram a prefeitura para implantação de um novo acesso, ou seja, uma ligação viária entre os bairros Jardim Flórida e Nobuji Nagasawa (Bauru 2000). A Seplan, na época, elaborou um projeto com um binário que contemplava as ruas Mario Bueno Sales e Nicolau Ruiz, no Jardim Flórida e a avenida Hum, no Nobuji Nagasawa.

O então prefeito Nilson Costa disse que faria a obra, chegou até enviar células de concreto para passagem do córrego barreirinho, mas seis meses após retirou o material do local e utilizou para conserto de uma erosão na rua José Bonifácio, no Jardim Godoy, na passagem do córrego Água do Castelo. Agora, com a obra da Nações Norte, as células já nem estão mais lá também.

Na gestão Tuga Angerami, os engenheiros diziam que iam fazer um cachimbo para levantar a calha do córrego Barreirinho e em seguida construíram o binário. Mas, na realidade, não se via vontade e entusiasmo do Departamento de Obras para tocar o projeto e tudo ficou na promessa. Na gestão Rodrigo Agostinho, a promessa voltou, inclusive como promessa de campanha eleitoral.

Muitas entrevistas nas rádios da cidade, nos jornais e, em 05/11/2009, o Jornal da Cidade anunciou que o prefeito estava assinando um contrato com Caixa Econômica Federal para construção da tão sonhada obra. Conto a história para demonstrar como o prefeito e seus comandados não levam a sério suas promessas. A notícia publicada no JC de 20/08/2011: erro da prefeitura faz obra do PAC voltar a estaca zero. Vejam só. A notícia descreve que erraram em milhares de caminhões de terra para o aterro e cita a topografia do terreno de quatro anos atrás. Senhores, isso é uma vergonha.

Quem conhece o local sabe que a topografia lá não sofre alterações há pelo menos uns oito anos. Depois que construíram o dissipador de águas pluviais não houve mais erosão. Se perderem a verba quem será responsabilizado pelo malfeito? A população está desacreditada e espero que o Ministério Público entre no caso para averiguar por que erram tanto contra os cidadãos que pagam impostos nesta cidade.


Helio dos Santos

Comentários

Comentários