Cairo - Israel retirou seu embaixador do Egito, após o ataque à embaixada do país, ocorrido na noite de anteontem. Forças de segurança egípcias escoltaram até o aeroporto o embaixador e sua família e mais 86 diplomatas isralenses, que voaram de volta ao seu país. Os violentos protestos concentrados em frente à Embaixada do Egito deixaram três mortos e mais de mil feridos.
O ministro do Interior do Egito decretou estado de alerta no país. Ontem, manifestantes permaneciam concentrados na mesma região dos conflitos, quando um muro de 2,5 metros de altura - construído recentemente para reforçar a segurança - foi derrubado. A bandeira de Israel foi removida e incendiada e documentos oficiais atirados pela janela. O embaixador e sua equipe não estavam no prédio no momento.
O incidente agrava a já delicada relação entre Israel e Egito. A tensão aumentou quando, no mês passado, Israel matou por equívoco quatro policiais egípcios, em contra-ataque a uma ação supostamente promovida pelo Comitê de Resistência Popular, com base em Gaza. Os agressores entraram em Israel pela fronteira com o Egito - o país cooperava na busca pelos responsáveis.
Os confrontos no Cairo eclodiram quando um grupo de manifestantes retornava de um protesto promovido na Praça Tahir para questionar, entre outras coisas, a definição de datas que assegurem a transição do poder para civis.