Não sei se o leitor vai concordar, mas seria possível efetuar um cálculo em torno dos milhares e milhares de bauruenses que diariamente, em suas diferentes compras nas diversificadas organizações comerciais, não recebem o centavo como troco? É impressionante a facilidade como 1, 2, 3 e até mesmo 4 centavos deixam de ser entregues aos clientes.
Se uma mercadoria custa R$ 18,47, a fração do centavo é arredondada para cima, ou seja, a despesa fica em R$ 18,50 e o freguês pacificamente perde a diferença. Raríssimas são as ocasiões em que o comprador é beneficiado com o troco sendo arredondado para baixo e, no caso acima, para R$ 18,40.
Antigamente, o caixa da empresa falava o seguinte: "aceita uma balinha, pois não tenho o centavo para troco..." Agora, nem isso mais acontece, talvez em alguma loja do R$ 1,99 que de R$ 1,99 não tem mais nada.
Seria lógico que todo e qualquer produto fosse anunciado já com o preço sem o centavo e ao contrário de se colocar R$ 15,03 ou R$ 8,12, divulgar o valor sem a fração do centavo, por exemplo: R$ 15,00 ou R$ 8,10. Já pensou o leitor, se fosse possível calcular quantas centenas de reais em forma de centavos por dia deixam de ser entregues aos milhares de consumidores?
Luciano Dias Pires - jornalista