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Há 13 dias em greve, operários das obras no Maracanã fazem novo protesto

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

Reuters/Ricardo Moraes

Há 13 dias em greve, funcionários protestaram na manhã de hoje em torno do Maracanã

Funcionários que trabalham na reforma do Estádio do Maracanã fizeram na manhã de hoje mais um protesto por melhores condições de trabalho. Carregando faixas e cartazes, eles caminharam pelo entorno do estádio e prejudicaram o trânsito nas imediações. Os trabalhadores estão paralisados há 13 dias.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro, Nilson Duarte, desta vez o grupo reivindica assistência médica para o turno da madrugada e alimentação em condições adequadas.

“A reivindicação dos trabalhadores é simplesmente por melhores condições. Não dá para receber comida estragada e na semana passada isso aconteceu por três dias”, disse.

Além disso, os operários reclamam que o Consórcio Maracanã Rio 2014, responsável pelas obras e formado pelas empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Delta, não cumpriu o que ficou acordado, durante negociação após a primeira paralisação, que durou cinco dias, realizada em agosto. Segundo o presidente do sindicato, o consórcio não aumentou o valor cesta básica nem ofereceu plano de saúde aos funcionários.

Em nota, o Consórcio Maracanã Rio 2014 minimizou o protesto, informando que “o número de operários que participaram corresponde a menos de 10% dos trabalhadores que atuam na reforma do estádio”. Ao todo, 2,3 mil funcionários trabalham nas obras.

O comunicado também destaca que as negociações estão mantidas e que estão sendo cumpridos todos os itens acordados no dia 21 de agosto com o sindicato, sendo os principais o aumento, a partir de 1º de setembro, do valor da cesta básica de R$ 110 para R$ 160, que será pago junto com salário de setembro; plano de saúde individual para os trabalhadores (titulares), também a partir de 1º de setembro; e abono dos dias parados, sem desconto nos benefícios dos trabalhadores.

A Empresa de Obras Públicas (Emop) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a paralisação dos trabalhadores prejudica o andamento das obras, mas não compromete o cronograma dos trabalhos, já que a programação prevê uma “margem de fôlego” para imprevistos. Pelo acordo firmado com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), a reforma do Maracanã deve ser concluída em dezembro de 2012. A arena receberá a final da Copa das Confederações, no ano seguinte.

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