Regional

Fiscais flagram irregularidades no campo

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Itatinga – Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vistoriaram ontem um alojamento de trabalhadores rurais em Itatinga (120 quilômetros de Bauru) e flagraram a existência de diversas irregularidades, como excesso de pessoas e falta de roupas de cama e lugares para sentar. A fazenda onde eles trabalham, em Bofete (135 quilômetros de Bauru), também foi alvo de fiscalização. Uma nova visita foi agendada para hoje, com a presença do Ministério Público do Trabalho.

Segundo o chefe do Setor de Inspeção do Trabalho em Bauru, Mário Tanaka, a denúncia sobre a situação enfrentada por 26 homens que saíram do Estado do Maranhão para trabalhar na colheita de laranja em uma fazenda da Cutrale em Bofete partiu da Promotoria de Justiça de Itatinga. Além das condições precárias de moradia, eles reclamam de atraso nos pagamentos. No alojamento, os auditores encontraram várias irregularidades como má conservação do prédio, ausência de roupas de cama para todos os trabalhadores, superlotação e falta de armários individuais e cadeiras ou sofás para que os funcionários possam se sentar.

“Conforme foi relatado, eles foram trazidos do Maranhão por um ‘gato’, que seria um funcionário da Cutrale”, revela. “Eles prometeram um determinado valor lá e, quando chegaram aqui, foi completamente diferente o valor”. Apesar da reclamação, Tanaka ressalta que todos os trabalhadores possuem registro em Carteira de Trabalho.

De acordo com o chefe do Setor de Inspeção do Trabalho, o órgão agendou uma reunião com representantes do Departamento Jurídico da Cutrale para amanhã, às 9 horas, na sede do órgão, em Bauru. Além de solucionar as irregularidades levantadas, a empresa deverá assumir o compromisso de levar de volta para o Maranhão os trabalhadores insatisfeitos.

Em nota, a assessoria de imprensa da Cutrale informou que todos os seus colaboradores são remunerados com base na média de mercado e são devidamente registrados, de acordo com as normas e leis trabalhistas. “Não há qualquer diferenciação de remuneração destes colaboradores”, afirma.

A empresa declarou ainda que fornece sanitários, locais para refeição e equipamentos de proteção para todos os colaboradores, segundo o que exigem as normas e leis trabalhistas. “As condições mencionadas (falta de sanitários e alojamentos com pouco espaço) não se referem às instalações da propriedade”, diz.

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