Regional

Falso padre é descoberto e preso após rezar missa em Araraquara

Leandro Martins
| Tempo de leitura: 1 min

Araraquara - Ele rezou missa, abençoou fieis em grupos de oração e até benzeu objetos religiosos comprados por católicos. Não haveria nada incomum nos atos praticados por Fabrício Gomes Morais, 35, em Araraquara (117 km de Bauru), não fosse uma única razão: ele não é padre. Com um mandado de prisão por furto em São Paulo, ele foi preso no dia 9, após ter se passado por padre por cinco dias. A rápida carreira começou no dia 5, na Livraria Católica São Pio, no Centro de Araraquara.

Apresentando-se como membro da comunidade católica Canção Nova, procurou a loja interessado numa grande compra. Disse à dona do estabelecimento, Sheila Santos Silva, 28 anos, que abriria unidade da Canção Nova e fez encomendas de R$ 30 mil - que seria pago por ordem de pagamento.

Na quinta, disse que rezaria uma missa e conseguiu sair da loja levando R$ 1.500 em produtos. Mas a farsa começou a cair no momento que seria o ápice -a missa. Ao conduzir a celebração para cerca de 20 pessoas, Morais se enrolou, leu orações erradas e se perdeu. “Quando acabou a missa, ele estava molhado de suor, de tão nervoso”, disse Magda Leite, diretora do local. Em casa, ela resolveu pesquisar e achou o perfil de Morais no Facebook, onde ele se apresenta como “romântico” e interessado em mulheres.

Ao perceber que estava sendo descoberto, Morais foi à delegacia, disse ser advogado e que estava sendo perseguido. A polícia descobriu que havia um mandado de prisão contra ele, que foi detido. A reportagem não conseguiu ouvi-lo.

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