És belo, és forte, impávido colosso. É assim que o Brasil é cantado aqui e lá fora, ou pelo menos é assim que Joaquim Osório Duque Estrada quereria, em seu hino, que o mesmo fosse exaltado. Mas em meio ao teu formoso céu, em meio ao som do mar, em meio aos teus risonhos e lindos campos, existe uma pátria (des) conhecida em sua composição. Esquemas ilícitos, negociatas, corrupção e banditismo compõem a lista de adjetivos do nosso país.
A cada dia que passa, somos atacados por noticiários que machucam e ferem a esperança de um mundo melhor. Casos de homicídios, corrupção de menores e tráfico de adolescentes seqüestram nossas expectativas e apagam nosso otimismo. Seria temerário dizer que foi isso que aconteceu à adolescente Jussara, de apenas 17 anos. O caso ainda está sob investigação.
Mas este não é o primeiro e nem será o último caso se não olharmos corruptos e torturadores com outros olhos. O problema é que o crime já contaminou o poder público, instituições, esferas globais. Jussara buscava, por meio do trabalho, um padrão de vida, acabou encontrando um péssimo exemplo. Tornar-se-á gigante, quando o brasileiro, de fato, mostrar que sente orgulho e muito amor pelo país sem sujeiras e sem práticas ilícitas. Espero que justiça seja feita no caso Jussara e que a menina possa voltar aos braços dos pais.
Jorge Rufino da Silva Júnior - estudante de Relações Públicas pela USC