Política

UPA do Mary Dota funciona sem raio X

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

A faixa de agradecimento ao prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) pela inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Mary Dota continua na entrada, mas o aparelho de raio X até hoje não está funcionando por lá. Exatos dois meses depois da placa de entrega da obra ter sido entregue pelo prefeito, ao lado do secretário municipal de Saúde Fernando Monti (PR), a sala onde funcionaria a processadora de imagens dos exames ainda passa por ajustes e o próprio aparelho de raio X ainda recebe intervenções.

Com isso, os profissionais contratados para prestar serviços no setor de raio X permanecem "esperando" a liberação do setor. E a "corda", com sempre, arrebenta no elo mais fraco do sistema: o usuário que precisa de uma "chapa", como reclamou uma senhora atendida na UPA do Mary Dota ontem, tem de se deslocar para o velho conhecido e congestionado Pronto-Socorro Municipal (PS), no Altos da Cidade.

Anunciada como área de serviço intermediário de saúde para dar vazão à demanda de diagnoses, o atendimento imediato, a UPA do Mary Dota permanece sem prestar o serviço na área de raio X por falta de itens simples, como o fechamento da janela da "sala escura", onde se produzem manualmente os filmes na processadora dos exames.

Um tampão de plástico foi colocado ontem neste local. Como as antigas salas de revelação de fotos em branco e preto, o ambiente deve estar escuro para essa parte do sistema funcionar. O aparelho de raio X está no local desde a inauguração, mas também não estava pronto para ser utilizado. Ele estaria sendo nivelado por técnicos. Os insumos para os equipamentos que compõem a sala de raio X (filme, químicos, etc.) também só estariam chegando agora.

O secretário Fernando Monti considera os ajustes pós-inauguração dentro do previsto. "Em instalações de saúde esse tempo de ajuste depois da entrega dos equipamentos costuma ser ainda maior. Tivemos de realizar intervenções no aparelho, nivelar a máquina e fazer o sistema de correr funcionar, depois instalamos a processadora de filmes e agora é só colocar os insumos, como líquido e filme para o raio X, e utilizar. Na segunda-feira o aparelho já estará realizando exames", anuncia.

Monti acredita que os ajustes realizados na unidade do Mary Dota também servirão de aprendizado para as demais construções. "Na Bela Vista não teremos o mesmo problema, porque já aprendemos onde ajustar para não repetir. Tivemos inicialmente de realizar ajustes no próprio projeto concebido porque a UPA tem outra dimensão e agora o processo caminha tranquilamente", conclui.

As lacunas nos projetos executivos das UPAs em Bauru estão refletindo nos gastos em suas obras a partir de aditivos contratuais. A do Mary Dota custou R$ 273.712,42 além do que estava previsto no contrato entre a prefeitura e a Construtora Rio Obras, que era, inicialmente, no valor de R$ 1.562.671,38.

Perguntas


Por que a unidade foi inaugurada antes de estar pronta?

Por que as instalações não foram concluídas?

Por que o sistema da sala de raio X foi entregue incompleto?

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