No dia em que o Brasil celebra a marca de mil dias para a Copa do Mundo (nesta sexta-feira, 16 ), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro considerou a greve dos operários que trabalham na reforma do estádio do Maracanã abusiva e determinou que eles voltem ao trabalho após 16 dias de paralisação.
Os trabalhadores deixaram a audiência prometendo fazer uma assembleia na porta do estádio na manhã de segunda-feira. "A assembleia é soberana e é lá que vamos definir os rumos do movimento", disse à Reuters por telefone o presidente do sindicato da construção pesada do Rio, Nilson Duarte.
"A ordem é para voltar e se não cumprirmos, o consórcio pode mandar embora por justa causa", adicionou o representante sindical.
Essa foi a segunda paralisação em menos de dois meses. A primeira, de cinco dias, ocorreu em agosto. "A volta ao trabalho não significa que vamos deixar de fazer novas greves. Se as condições de trabalho, segurança e alimentar não forem melhoradas, outras virão", ameaçou Duarte.
O prazo de entrega da obra está comprometido, segundo o dirigente sindical: "Não dá mais para entregar à Fifa em dezembro do ano que vem. Só no primeiro trimestre de 2013", alertou.
O Maracanã será o principal palco da Copa das Confederações em 2013 e estádio da final do Mundial em 2014.