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Motoristas dormem em veículos após acidente

Folhapress
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São Paulo - Mais de 24 horas após o mega-acidente na rodovia dos Imigrantes, motoristas que tiveram os veículos danificados ainda esperavam pela remoção na tarde de ontem. De acordo com a concessionária Ecovias, 104 veículos foram retirados da pista e levados ao pátio da concessionária, mas a remoção definitiva dependia de cada motorista.

Um dos que esperavam pelo guincho era o caminhoneiro Genivá Silva de Amorim, 39 anos. Ele conta que voltava de Santos, onde havia descarregado uma carga de açúcar, para Ribeirão Preto (213 km de Bauru), quando se envolveu no acidente.

Segundo ele, de uma hora para outra a neblina ficou intensa na rodovia. Um caminhão que estava na sua frente fez uma curva, bateu em um contêiner e ficou parado no meio da pista. "Foi quando vieram dois caminhões-tanque atrás de mim, bateram na minha traseira e me empurraram para cima do contêiner", disse.

Ele relata que um dos caminhões-tanque chegou a pegar fogo. "Pela minha posição, eu já via mais de 100 metros de conduções acidentadas naquele momento." Ele passou a noite no caminhão à espera do guincho de seu seguro, que iria rebocar seu caminhão até Ribeirão.

Já o motorista Carlos Ramos Prata, 44 anos, ainda não sabia como iria fazer para levar seu caminhão avariado embora. Ele disse que ia para Indaiatuba (245 km de Bauru) com uma carga de aparelhos eletrônicos. Chegando próximo ao Rancho da Pamonha, pouco antes do km 41, percebeu a sinalização de outros motoristas de que algo estava errado, mas não conseguiu escapar do acidente e acabou atingido por um ônibus.

"Agora estou esperando pra ver quem vai pagar o guincho", afirmou. Ele estima suas perdas em R$ 40 mil e disse que não ficou ferido, apesar de ter sentido dores devido ao impacto da batida.

A mesma sorte não teve o caminhoneiro José Jesus Motta, 52 anos, que teve a mão fraturada no acidente.

Ele conta que viajava de Santos para Formosa (GO), cidade próxima a Brasília, com uma carga de peças para cortador de grama. Perto do Rancho da Pamonha viu uma cortina muito forte de neblina, quando o acidente já estava acontecendo. "Bati atrás de um ônibus e uma carreta que vinha atrás bateu na minha. Aí veio uma sequência de batidas", disse.

"Parecia um bombardeio, 50 metros à minha frente tinha um caminhão-tanque pegando fogo. E aí foi um caos." Ele conseguiu sair pela lateral da carreta, que teve os vidros quebrados no impacto. Suas perdas foram estimadas em R$ 50 mil.

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