Dominique Strauss-Kahn pediu desculpas aos franceses neste domingo (18) por um encontro sexual com uma camareira de hotel, descrito por ele como um "erro moral" pelo qual iria se arrepender por toda a sua vida, e prometeu ficar de fora da campanha eleitoral do Partido Socialista em 2012.
Em sua primeira entrevista desde que um caso de agressão sexual em Nova York encerrou sua carreira no FMI e destruiu suas chances de concorrer à presidência da França, Strauss-Kahn disse que estava zangado consigo mesmo pelo que chamou de relação consensual, mas insensata. Ele admitiu que decepcionou seu país e magoou sua família.
"Foi um erro moral, e não estou orgulhoso dele", disse Strauss-Kahn em uma entrevista neste domingo (18) no noticiário noturno da TF1, visto por milhões de pessoas.
O ex-chefe do Fundo Monetário Internacional, antes visto como melhor chance da esquerda de subir ao governo em 2012, retornou à França na semana passada depois que o promotor de Nova York retirou as acusações de tentativa de estupro, relacionadas com seu encontro de nove minutos com uma camareira do hotel Sofitel. As acusações foram retiradas no final de agosto, depois que surgiram dúvidas sobre a credibilidade da empregada do hotel.