Brasília - Bandeiras de arco-íris mudaram ontem a paisagem de umas das principais avenidas de Brasília, durante a 14ª edição da Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros da cidade. As informações são da Agência Brasil.
Até o fim do dia, a organização esperava reunir cerca de 30 mil pessoas para pedir o fim da homofobia nas escolas. Com o tema "Reprovar a Homofobia, Lição de Cidadania", os manifestantes e simpatizantes da causa gay querem chamar a atenção para casos de bullying contra homossexuais nas escolas públicas e privadas.
O coordenador da parada, Wellton Trindade, diz que o preconceito tem levado muitos homossexuais a abandonarem as salas de aula.
"Estamos muito preocupados com a questão da violência psicológica e física, com a questão da evasão escolar, da qualidade de vida nas escolas. É preciso reunir professores, alunos e pais de alunos nessa discussão. A escola também tem que ser um lugar em que se ensina o respeito à diversidade", disse.
Trindade também defendeu a retomada da discussão sobre o kit Escola sem Homofobia, do Ministério da Educação.
Após pressão de grupos religiosos, o governo suspendeu a produção do material anti-homofobia que seria distribuído nas escolas. No Distrito Federal, uma parceria entre a organização não governamental Estruturação e o Sindicato dos Professores vai capacitar educadores para discutir a questão da homofobia nas escolas.
Em meio a uma multidão colorida que participava da marcha, faixas também pediam a aprovação do projeto de Lei 122/2006, que propõe a criminalização da homofobia e o fim da interferência religiosa no reconhecimento de direitos de homossexuais.
A coordenadora do núcleo de lésbicas da ONG Estruturação, Paula Ramos, disse que, mesmo sendo temática, a parada é uma oportunidade de trazer à tona outras demandas do movimento gay.