Bairros

Área de universidade federal é escolhida

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 5 min

A Prefeitura Municipal de Bauru escolheu o local considerado ideal para a instalação do câmpus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). Conforme o Jornal da Cidade adiantou no último sábado, a possibilidade de que a primeira universidade federal da cidade fosse construída em um terreno na Nações Norte recém-devolvido ao município pela Universidade Sagrado  Coração (USC) foi confirmada ontem. Hoje, o reitor do instituto deve conhecer a área (leia ao lado).

Segundo a vice-prefeita Estela Almagro (PT) -  que em 2009, junto com a então secretária de Educação Majô Jandreice pleiteou a vinda do câmpus -, a área de 100 mil metros quadrados possui espaço “de sobra” para a construção do instituto.

Ela explica que a área, com aproximadamente 100 mil metros quadrados atualmente, será dividida. Parte será doada para a União com a finalidade da construção do instituto federal e o restante ficará com a prefeitura, para projetos do próprio município.

“O instituto terá inicialmente uma área de 6 mil metros quadrados de área construída. Para isso, precisa de área total de 20 mil metros quadrados. Vamos doar 60 mil. Justamente para que, no futuro, a instituição possa se expandir. Esperamos tanto e queremos dar boas condições.”

O restante do terreno, cerca de 40 mil metros quadrados, servirá, segundo a vice-prefeita, para projetos que envolvam questões voltadas à ciência e tecnologia do próprio município. “Estamos com uma pendência para encontrar uma área para a Estação e o Museu de Ciência e Tecnologia. Nada mais coerente do que pensar em instalar essas unidades nas proximidades do Instituto Federal, que é de ciência e tecnologia”, aponta Estela Almagro.

A ideia é construir, naquele terreno, uma área integrada entre o instituto e a produção regional de ciência e tecnologia. “Pensando nessa integração e nessas possibilidades, nossa ideia é criar um polo tecnológico”, completa.

A escolha de Bauru como sede de um dos câmpus do IFSP foi divulgada em agosto deste ano. Na ocasião, a presidenta Dilma Rousseff (PT) e o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciaram a abertura de oito novos câmpus do instituto como parte do projeto de expansão da Rede Federal de ensino.

 


Instituto

O IFSP é uma autarquia federal de ensino vinculada diretamente ao Ministério da Educação (MEC). Com cerca de 15 mil alunos matriculados, o instituto oferece cursos reconhecidos e com acesso gratuito à população. A previsão é de que esteja instalado em Bauru até 2014.

O processo seletivo é por vestibulares realizados duas vezes ao ano. Ainda há o sistema de ingresso pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que possibilita aos estudantes realizar o Enem e se inscrever para as respectivas vagas.

Inicialmente, a unidade de Bauru deve receber somente cursos técnicos. Entretanto, a promessa é de que, em dois anos, também sejam ofertados os de licenciatura.

 

Para vice-prefeita, terreno foi uma ‘laranjada’

A utilização do terreno, devolvido à prefeitura pela Universidade Sagrado Coração (USC) na semana passada, foi apontada como uma “laranjada” pela vice-prefeita Estela Almagro. A metáfora é em alusão ao que o prefeito Rodrigo Agostinho disse sobre a devolução da área: “Recebemos um limão e temos que fazer uma limonada”.

O terreno, de 120 mil metros quadrados - que, com a construção da avenida Nações Norte, perdeu cerca de 20 mil metros quadrados -, foi doado em 1995 à USC para a construção de um conjunto policlínico.

A obra ficou parada, uma vez que, segundo a instituição, não havia acessos adequados. Mesmo com a inauguração da Nações Norte em junho deste ano, a construção não começou. O motivo foi que, em fevereiro, a USC pediu uma ampliação no projeto inicial para que, além das policlínicas, fossem construídos outros espaços “estimulando a filantropia e também a educação”.

Esse pedido de ampliação, porém, ficou “parado” na Câmara de Vereadores e, na última sexta-feira, a USC anunciou que estava devolvendo o terreno para o município e, por isso, iria instalar seus projetos em Agudos.

“É lamentável perder um projeto de policlínicas desses, principalmente sabendo do grau de qualidade da USC. Porém, não deixa de ser uma instituição privada. Se o instituto federal for realmente naquela área, terá cursos técnicos e de graduação gratuitos para a população. Então, parece que fizemos não uma limonada, mas uma laranjada”, completa a vice-prefeita Estela Almagro, apontando que o local possui ótimas condições de logística para abrigar o instituto federal.

 

Reitor do instituto federal visita Bauru nesta terça

Na manhã de hoje, o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Arnaldo Augusto Ciquielo Borges, estará em Bauru para o que, segundo a vice-prefeita Estela Almagro, trata-se de uma “visita de cortesia”.

Ela explica que, até o momento, todos os trâmites para a vinda do câmpus do instituto federal a Bauru foram tratados diretamente com Ministério da Educação (MEC). Agora, chegou a hora de “dar rostos” ao processo.

“Essa visita de cortesia é para que todos os envolvidos se conheçam formalmente. Até agora, todas as tratativas foram com o ministério. Então, é bom para que eles nos conheçam”, aponta Estela Almagro.

Porém, a expectativa é de que o encontro fuja somente do grau de cortesia. A vice-prefeita está otimista de que, caso haja tempo, o reitor do IFSP, que vem acompanhado do vice-reitor, conheça a área recém-definida pelo município para abrigar as instalações.

Ela explica que, depois da prefeitura ter definido o terreno, é necessário um aval da reitoria para concluir o trâmite. “Queremos que ele já dê uma olhada na área que escolhemos.  Da parte da prefeitura, está certo que será ali. Só precisamos ‘fechar’ isso com a reitoria”, completa.

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