Tribuna do Leitor

ESTÃO TENTANDO CALAR A VOZ DA JUSTIÇA


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Depois de um longo período de anonimato, retorno a este ilustre espaço democrático para me manifestar acerca de fatos deveras desagradáveis que assolam nossa pátria tão maltratada Brasil. Mas vamos ao que interessa. Há algumas semanas, não me recordo a data exata, tentaram mais uma vez por meios escusos e violentos calar a voz daquela que compunha um grupo seleto que é encarregado daquilo que todos esperamos para neutralização das desigualdades: a promoção da Justiça.

Ao sabermos da morte da juíza Patrícia, tem-se a certeza que os maus estão tentando triunfar sobre os bons e que embora as coisas na nossa Justiça andem às vezes e, por que não dizer, muitíssimas a passos lentos e quase parando, pessoas como Patrícia, que lutam diuturnamente pela promoção da Justiça como instrumento de correção das desigualdades, nos dão a certeza de que é preciso lutar sim para que os poderosos galalaus do poder sejam destronados de seus postos e que, embora e infelizmente, ela tenha pago com a vida, é preciso que os grandões, camarões sejam desmascarados e que todas as suas falcatruas sejam desbancadas e que paguem pelos crimes que cometem e que não se prenda tão somente aqueles que comandam o tráfico das bocas de fumo localizadas nas favelas, mas que os comandantes do mercado de entorpecentes sejam colocados em pé de igualdade com aqueles "comerciantes" do produto e que sofram na pele o terror de ter restringida o bem mais precioso que um indivíduo tem direito além da sua própria vida: o direito à liberdade.

E é inadmissível que alguém que estudou durante cinco anos numa faculdade de direito, se dedicou, pagou talvez com sacrifícios a sua graduação, formou-se e depois dedicou-se com mais afinco ainda para entrar num concurso de juiz e ao receber essa função ele torna-se um portador do instrumento de celebração e ao ter um dos membros desse poder constituído legalmente por meio de concurso de provas e títulos ceifado o seu sagrado direito de viver e, mais ainda, de ser o instrumentalizador da justiça leva-nos a crer que talvez os maus estejam certos em praticar crimes, desencaminhar crianças para bandidagem ou vício, comercializar drogas ou cometer outros crimes tantos.

Não, senhores leitores, não devemos e não podemos achar tudo muito normal e aceitar que indivíduos ajam como verdadeiros déspotas no poder e achadores de toda a razão e que ao primeiro indício isolado de opiniões discordantes o portador de tal discordância deve ter sua existência ceifada de modo cruel, tal como a juíza Patrícia.

É revoltante saber que aqueles que possuem o dever de proteger aqueles que "batem o martelo" fazem o oposto e socorrem ao bandido que numa ação criminosa venha a se ferir por meio de um procedimento errôneo no seu crime e vem a se machucar.

É preciso sim que as autoridades todas dos três poderes unam-se em torno de um pais mais justo e que haja firmeza por parte do Estado armado e que os meliantes sintam na pele o que é ter a liberdade retirada e que os culpados pelo crime ora citado nesse artigo cumpram a pena máxima e que sejam sim respeitados o direito do contraditório e da ampla defesa que eles têm acesso pela carta magna, mas que não se conceda quaisquer regalias enquanto prisioneiros e que de preferência trabalhem e que todo e qualquer ação da Justiça togada venha acompanhada de bom e que caso fiquem presos, que é o que todos nós esperamos sinceramente.

Que eles cumpram as suas penas na totalidade e não se abra quaisquer concessões para eles e que haja mais rigor nas polícias quanto à proteção dos indivíduos responsáveis por promover a Justiça e que esta promoção da justiça por parte dos detentores do três poderes não abra a guarda para todo e qualquer tipo de privilégio para quem quer que seja e que os julgados culpados seja punidos exemplarmente com os rigores da lei, e é isso que todos esperamos.

Um abraço a todos e obrigado pela atenção.

Rodrigo Cabello da Silva - estagiário de direito - Iesb-Preve

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