Pederneiras – Maximiano Arantes dos Santos rebate a versão do acusado de ter matado o seu irmão com um tiro de espingarda, cuja bala acertou o peito da vítima anteontem, por volta das 14h, em um assentamento no Horto Aimorés, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru).
O corpo do lavrador Alexandre Arantes dos Santos foi enterrado ontem à tarde. A família estava abalada com a tragédia. “Meu irmão era dependente químico, mas não tentou furtar nada, ele caiu numa emboscada”, afirma Maximiano.
José Mariano foi preso no assentamento e conduzido à delegacia de polícia de Pederneiras. Ele confessou o homicídio, mas deu uma versão diferente. Acusou a vítima de ter tentado furtar uma égua. Por isso, Mariano alega que se apoderou de uma espingarda cartucheira calibre 32 e disparou um tiro no peito de Alexandre Santos. O acusado de assassinato foi preso em flagrante. No local do crime havia uma testemunha que teria tentado apartar a discussão.
“Essa alegação é do assassino. Meu irmão já sofria ameaças (de morte). Foi uma emboscada para pegar meu irmão. Não havia sinal de animal nenhum no local. O tiro ocorreu dentro da casa e meu irmão não iria furtar uma égua dentro da residência. O que matou bebia muito e tinha ciúmes da mulher dele com qualquer um. Inventava a história que meu irmão estava roubando”, conta Maximiano Arantes.
A vítima morava no lote 240 e teria ido até a residência de seu vizinho, José Mariano, 52 anos, quando aconteceu a discussão e o disparo da arma.
O delegado Eduardo Herrera declarou ontem que pretende ouvir os familiares e mais testemunhas do crime.