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Correios dizem que a greve perdeu força; sindicato de Bauru contesta

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Sem receber nenhuma nova proposta dos Correios, os funcionários paralisados há uma semana por reajuste salarial decidiram continuar de braços cruzados em Bauru, após assembleia realizada na noite de ontem. A decisão segue o movimento em âmbito nacional.

Segundo informações do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares de Bauru e Região (Sindecteb), a adesão à greve em Bauru se mantém em 90% entre funcionários do setor operacional, que incluem carteiros, agentes de triagem e motoristas. A assessoria de comunicação da autarquia afirma, entretanto, que este número não passa de 23%.

Para o sindicato, a informação da empresa é uma estratégia para tentar desmobilizar os grevistas. "A adesão só tem aumentado, inclusive em outras cidades da região", diz o vice-presidente do Sindecteb, Luiz Alberto Bataiola, enumerando que integraram o movimento Araçatuba, Birigui, Val Paraíso e Presidente Prudente, além de São Manuel, Lins e Penápolis.

Há dois anos sem receber reajustes, a categoria reivindica aumento de 24%, referentes a perdas salariais desde 1994, além de reajuste linear (para todos os cargos) de R$ 200,00. Atualmente, o piso da categoria é de R$ 807,00 para jornada de oito horas.

Antes da greve começar, os Correios propuseram aumento de 6,87%, mais R$ 50,00 de reajuste linear a partir de janeiro de 2012. Na última segunda-feira, representantes sindicais de todo o País se reuniram com a diretoria da empresa em Brasília, que se manteve irredutível. A informação é de que as negociações sobre o acordo coletivo só serão retomadas quando os trabalhadores retornarem.

Enquanto isso, cartas e encomendas continuam sendo entregues com atraso na região. Segundo estimativa do sindicato da categoria, cerca de 81 mil objetos deixam de ser encaminhados por dia. Para tentar minimizar, os Correios informam que foram providenciadas a realocação de empregados, bem como a realização de horas-extras e um mutirão no último final de semana.

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