Internacional

Dilma Rousseff discursa na abertura da Assembleia Geral da ONU

Por Da redação JCNet | Com agências internacionais
Atualizada às 13h05

| Tempo de leitura: 3 min

Reuters/Shannon Stapleton

Dilma defendeu a inclusão do Brasil no Conselho de Segurança da ONU e o reconhecimento da Palestina

Dilma Rousseff, considerada uma das mulheres mais poderosas domundo pela revista "Forbes", realizou na manhã desta quarta-feira, o discurso de abertura do debate geral da 66ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, tornando-se na primeira mulher a abrir o plenário anual da ONU.

“Pela primeira vez na história uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia”, destacou a presidente.

Por tradição, desde a 1ª Sessão especial da Assembleia em 1947, o Brasil é o primeiro país a discursar no conclave da ONU e a comunicação da chefe de Estado brasileira, deverá ser seguida pela do Presidente dos EUA, Barack Obama.

Conselho de Segurança

Dilma defendeu que a legitimidade do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) depende cada vez mais de sua reforma e que o Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente do grupo.

"Não é possível protelar mais. O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea. Um conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial, representantes dos países em desenvolvimento", disse Dilma durante discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

"O Brasil está pronto para assumir as responsabilidades como membro permamente do Conselho." A reforma do Conselho de Segurança, com ampliação do número de países permanentes, é uma das principais bandeiras da política externa brasileira.

 

Palestina

Em um discurso dominado por referências à crise econômica internacional, Dilma também citou o pleito palestino de ser reconhecido como membro-pleno da ONU, o que é criticado por Estados Unidos e Israel como uma medida unilateral que tende a piorar as negociações de paz.

O Brasil reconheceu, no ano passado, o Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967, antes da Guerra dos Seis Dias. "Acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título", disse Dilma. "O reconhecimento do direito legítimo do povo palestino à soberania e à auto-determinação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio."

 

Coordenação econômica

Outro ponto elencado por Dilma foi a necessidade de uma coordenação política e econômica maior entre os países e os organismos multilaterais e fez um apelo pelo fim da guerra cambial. "O mundo se defronta com uma crise que é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política", disse Dilma.

"Não haverá retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e as demais instituições multilaterais, como G20, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e outros organismos", acrescentou.

A presidente aproveitou também para defender a necessidade de combate ao protecionismo e o fim da chamada guerra cambial, lembrando que isso depende tanto do regime de câmbio como da política monetária praticada pelos países. "É preciso impor controles à guerrra cambial com a adoção do regime de câmbio flutuante", disse. "Trata-se de impedir a manipulação do câmbio tanto por políticas monetárias excessivamente expansionistas como pelo artifício do câmbio fixo."

Leia mais na edição desta quinta-feira (22) do Jornal da Cidade.

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