A fusão da TAM com a LAN recebeu sinal verde de um tribunal de defesa da concorrência do Chile, abrindo caminho para a criação da maior companhia aérea da América Latina.
A decisão, que foi divulgada mais de um ano depois do anúncio de união das empresas, porém, envolve 11 condicionantes e é "complexa" e precisará de tempo para ser avaliada, afirmaram as empresas nesta quarta-feira (21).
Entre as condições impostas pelo tribunal está a renúncia pelas empresas de pelo menos uma das alianças globais de companhias aéreas que participam. Além disso, as empresas terão que trocar quatro pares de slots diários no aeroporto de Guarulhos (SP) com empresas que tenham interesse em iniciar ou aumentar serviços na rota Santiago-São Paulo.
A notícia da aprovação fez as ações das duas aéreas dispararem antes de perderem parte da força nesta tarde. Às 15h15 as ações da TAM tinham alta de 3,76%, depois de chegarem a subir mais de 10% logo após o anúncio do Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) do Chile.
Após a aprovação do TDLC, o negócio precisa agora de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já autorizou a operação.