Assisti no último dia 16 de setembro de 2011 ao programa Globo Repórter, exibido pela Rede Globo de Televisão, cujo tema foi "E.Q.M - Experiência quase morte", onde pessoas entrevistadas testemunharam em vossos relatos fatos vividos próximo da morte física, após terem sofrido ou passado por alguma experiência que as levaram entrever a existência do mundo espiritual, algumas delas referindo-se a túneis e jardins floridos, numa inefável sensação de paz, inundada por indizível e intensa luz; outras se viam absorvidas e abatidas por uma escuridão aterradora; aliás, assunto bastante palpitante e polêmico, principalmente entre aquelas que crêem ou julgam que nossas vidas se extingue ante o túmulo.
Portanto, o motivo por estar escrevendo à Tribuna é para manifestar, num ato de protesto, a minha surpresa e insatisfação contra a in-feliz e equivocada atitude da emissora de mostrar-se neutra ou parcial, não concedendo aos religiosos e espíritas iminentes a oportunidade e tarefa de expressarem seus pensamentos a respeito. Um tema desta natureza e de singular relevância é simplesmente insuficiente para ficar reduzido e restrito apenas a teses inconclusivas e ambíguas, sendo que nem a própria ciência até hoje conseguiu demonstrar ou equacionar tão intricado assunto.
Merecido deve ser nosso reconhecimento e respeito à ciência pela contribuição à humanidade, mas não nos isenta em afirmarmos segundo o trecho evangélico "O que procede do corpo é do corpo, e do espírito caberá somente ao espírito". Entretanto, é inadmissível, em pleno século XXI, continuarmos ignorando a realidade transcendental da alma, cor-roborando o materialismo em detrimento à liberdade de consciência. Possam programações desse genêro serem mais exibidos, desde que a razão prepondere sobre o preconceito.
Marildo Campos Brito - padeiro e porteiro