Fui rainha da mata verdejante,
fui mãe porque dei frutos e sementes,
e ao amenizar as tardes quentes,
amiga, por dar sombra ao caminhante.
Mas um dia uma lâmina cortante,
pelas mãos de pessoas inconsequentes,
feriram-me de morte com seus dentes,
prostrando-me por terra num instante.
Chorei amargamente o meu tormento,
porém não foi em vão o sofrimento...
Hoje, livre do mal e do perigo...
Enquanto minha dona reza um terço,
embalo uma criança neste berço...
Meu Deus foi bom para comigo!
Antonio V. Rufatto