O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, entregou ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, uma carta pedindo o reconhecimento de um Estado palestino para o seu povo, medida que tem oposição de Estados Unidos e Israel.
Abbas se encontrou com Ban na sede da organização, em Nova York, para apresentar formalmente o pedido de adesão plena à ONU. A questão terá de ser avaliada pelo Conselho de Segurança, o que pode levar algum tempo.
"Nós estendemos nossas mãos para o governo israelense e o povo israelense para fazer a paz", disse Abbas em um discurso no qual expôs sua proposta na Assembleia Geral da ONU, que o recebeu com um estrondoso aplauso.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, subiu logo depois à tribuna para argumentar que apenas negociações diretas entre ambas as partes poderão levar a um Estado palestino.
Os palestinos dizem que decidiram recorrer à ONU por não verem perspectiva de retomada do processo de paz com Israel, que, a despeito da pressão internacional, recusa-se a congelar a expansão dos seus assentamentos em território ocupado -algo que os palestinos veem como uma pré-condição.
A decisão de Abbas também expõe a declinante influência dos EUA numa região tumultuada pelos levantes nos países árabes e pelas alterações nas alianças, o que mergulhou Israel num isolamento ainda maior.
Em discurso neste quarta-feira (21), o presidente dos EUA, Barack Obama, já havia dito que "não há atalho para o final de um conflito que já dura décadas".