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Vinho bom não tem cheiro de uva

Por Luiz Beltramin | Tisa Moraes e Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Gosto e cheiro de uva é coisa de vinho ruim, esses de garrafão, extremamente adocicados. Esse tipo de bebida, geralmente envasada em garrafões envoltos por suporte de plástico, é muito conhecida por estudantes festeiros sem dinheiro para algo mais elaborado.

Contudo, para especialistas ou amantes da boa bebida, esse tipo de vinho pode ser excelente para ser servido quente em festa junina ou como ingrediente para sagu, mesmo para ser colocado no mesmo patamar que o produto conhecido como seco, sem adição de açúcar, de fato o verdadeiro vinho.

Isso não significa que a bebida tem de ser cara, oriunda de videiras francesas, por exemplo. Bons vinhos são encontrados a preços acessíveis e sem a necessidade de se viajar.

Nas próprias gôndolas do supermercado encontram-se bebidas de qualidade como as chilenas, preferência entre os brasileiros, com 38% do mercado, conforme a ABS, argentinas, em segundo lugar, com 32%, também segundo a associação, portuguesas e também nacionais, cuja qualidade evolui.

No Brasil, 70% das vendas de vinho estão concentrados no supermercado, também de acordo com levantamento promovido pela associação nacional. A maior parte dos produtos comercializados, acentua o diretor-executivo da ABS-SP, está na casa dos R$ 20, 00.

O fundamental, diferencia o sommelier que comandou a palestra semana passada, na Fazendinha JC, é que o vinho apresente aroma justamente longe do cheiro de uva, que, segundo ele, caracteriza bebida de má qualidade, exceto aqueles concebidos com uvas aromáticas, como a moscatel. "A maioria tem aroma de quase tudo, menos uva", ensina, observando que o segredo da degustação olfativa é cheirar a taça cheia apenas uma vez.

"Não fique cafungando em cima do copo, que não resolve a situação. Assim, não vai sentir cheiro de nada porque o álcool vai lá para dentro e anestesia seu receptor olfativo lá no fundo do nariz", explica. "Com uma cheirada sente o aroma e a memória vai dizer o que é", acentua Arhur Azevedo.

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Iniciantes aprendem o beabá da bebida


Com cerca de duzentos espectadores, que pagaram ingresso para ouvir a palestra e degustar, o evento que introduziu oficialmente a subseção bauruense da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), mesclou apreciadores experientes com iniciantes muito interessados.

"Sou completamente novato, mas prestei muita atenção a palestra e já começo a aprender algumas coisas sobre essa bebida fantástica", empolga-se o empresário Natalino Lourenço Júnior.

Já iniciado no estudo da bebida, o também empresário Beto Fernandes, apesar de alguns anos de experiência e pesquisa, recomenda que a melhor maneira de aprender é por a mão na massa, ou melhor, a boca na taça. "Somente experimentando é que se pode conhecer e diferenciar", observa.

Quem experimentou e aprovou foi o representante comercial Ary Farias.

Contudo, ele admite ser mesmo "cervejeiro" e ter sido arrastado pela esposa, Luciane Bueno, esta sim interessada em conhecer melhor a bebida que é sinônimo de prazer e alegria principalmente aos aficionados. "Aprender sobre o que nos deixa felizes é juntar o útil ao agradável", recomenda. "Fiz questão de vir à apresentação".

A presença de uma filial da ABS em Bauru, observa Alfredo Kesam Júnior, diretor presidente da subseção local, incentiva a adesão de novos adeptos, que, antes, teriam de viajar até São Paulo para buscar informações. "Não é um deslocamento simples. Agora, poderemos trazer informações a um maior número de pessoas. Basta se interessar", incentiva o diretor da ABS-Bauru, que ainda conta com integrantes de três confrarias da cidade: Eno Confraria Bauruense, Cobavim e Confraria Feminina.

Segundo ele, o consumo e cultura do vinho na cidade crescem a passos largos.

O maior propósito da subseção local, enfatizam tanto o diretor local quanto o da seção paulista da entidade nacional, é promover cursos básicos e degustações com regularidade, atraindo produtores, importadores, e personalidades do mundo do vinho para Bauru, além de apoiar com profissionalização de quem atua no setor e aperfeiçoamento dos estabelecimentos, a partir de credenciamento por meio de expedição de certificados.

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Salão do turismo terá sorteio


Pacotes turísticos, viagens, curso de mergulho marítimo, almoços e jantares em restaurantes, além de outros brindes como canetas e sanduíches Bauru serão sorteados durante o 1º Salão do Turismo de Bauru e Região, que será encerrado hoje na Universidade Sagrado Coração (USC). Para concorrer aos prêmios, os visitantes poderão se inscrever gratuitamente no local do evento.

Promovido pela Prefeitura de Bauru, o salão integra as atividades da Semana de Turismo da universidade, que segue até o dia 30 sob tema "Turismo e a aproximação das culturas".

Hoje, no último dia de salão, a população ainda terá a oportunidade de conhecer como atua o setor de turismo em Bauru, bem como descobrir o que este segmento tem a oferecer. Das 10h às 16h, as informações estarão disponíveis em 30 estandes institucionais e de agências de viagens. Haverá ainda lanchonete aberta no local.

O 1º Salão do Turismo de Bauru e Região tem entrada gratuita. A iniciativa conta com apoio do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), USC e Grupo Cidade. A USC fica na rua Irmã Arminda, 10-50, no Jardim Brasil. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 2107-7255.

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