O chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, deu uma proteção paternal ao criticado Lewis Hamilton depois do Grande Prêmio de Cingapura, no domingo, quando o estilo agressivo do piloto britânico gerou ainda mais polêmica.
Hamilton guiou de forma soberba por vários momentos para terminar a corrida noturna no circuito de rua na quinta posição, mas novamente sua performance foi ofuscada por um incidente com Felipe Massa, da Ferrari.
O brasileiro, que já tinha batido com o campeão mundial de 2008 nesta temporada, disse que Hamilton destruiu sua corrida. O piloto da McLaren quebrou a Ferrari de Massa ao tentar ultrapassá-lo no início da corrida, e Hamilton recebeu uma penalização de passar pelos boxes por ter causado a colisão.
Enquanto Hamilton se recusou a ser levado para uma guerra de palavras e recuou para o motorhome da sua equipe, Whitmarsh saiu em sua defesa. "A verdade é que existem muitas pessoas que já falaram comigo que têm uma visão diferente", disse Whitmarsh sobre o acidente.
"Eu acho que você tem que assumir algum risco em ultrapassagens. E ele (Hamilton) é um piloto que quer ultrapassar rápido. Agora, após o ocorrido, ele vai se arrepender e gostaria de ter esperado por mais três curvas ou qualquer outra coisa."
Hamilton, que repetidamente já defendeu seu estilo agressivo ao mesmo tempo em que faz visitas regulares aos comissários de provas, e Massa estão às turras desde o Grande Prêmio de Mônaco em maio. Os dois bateram na corrida e Massa foi obrigado a abandonar.
O brasileiro, que perdeu para Hamilton por apenas um ponto no campeonato de 2008, solicitou à FIA após a corrida de Cingapura para ensinar o britânico uma lição "ou ele não vai aprender". Whitmarsh, porém, salientou que o que parece ser uma disputa recorrente, não era nada pessoal.