Política

Tucano na mesa, Rodrigo na cabeça

Vinícius Lousada
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Fernando Mantovani (PSDB) resolveu colocar um ponto final nos rumores sobre sua possível migração do ninho tucano. Após desentendimentos com Marcelo Borges (PSDB) e convites do PMDB, PPS, PV e PSD, o vereador decidiu ficar no partido e, para isso, levou um tucano de madeira para sua mesa no plenário da Câmara Municipal, na sessão de ontem.

O vereador, porém, voltou a dizer que gostaria de ser vice de Rodrigo Agostinho (PMDB) nas eleição do ano que vem.

Acontece que o PSDB é o principal partido opositor à administração municipal e, por enquanto, não há indícios que apontem mudanças nesse quadro. A proximidade de Mantovani com o prefeito, aliás, é o principal motivo dos desentendimentos constantes entre o parlamentar e Marcelo Borges. "Às vezes, eles não conseguem entender minha postura republicana, como a do governador Geraldo Alckmin (PSDB), trabalhando junto com a presidente Dilma Rousseff (PT)", pontuou.

Sobre o ?sonho? de ser vice de Rodrigo, Mantovani considera como improvável e garante ser um ?soldado tucano?. "Existe uma fila, que deve ser respeitada e o Marcelo está na frente. Se isso acontecer, estarei apoiando", disse, referindo-se à possibilidade de Borges ser vice de Chiara Ranieri (DEM).

Os dois tucanos garantem que a página está virada e trocaram algumas palavras durante a sessão de ontem. Nos últimos dias, Borges chegou a declarar ao Jornal da Cidade que sequer pediria o mandato de Mantovani caso ele saísse do partido. Fernando, no entanto, diz estar convencido de que essa não é a vontade dos demais membros do PSDB. "Muitos colegas se manifestaram. Estou aqui há muitos anos e seria muito difícil romper essa relação", afirmou.

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